Categoria: Saúde

Secretário defende regionalização para evitar superlotação nos maiores hospitais do RN

José Aldenir / Agora RN

O titular da Secretaria Estadual de Saúde do RN (Sesap), Cipriano Maia, defendeu a implantação da regionalização como uma solução definitiva para o problema histórico de superlotação dos dois maiores hospitais de urgência e emergência do estado: o Walfredo Gurgel, em Natal, e o Tarcísio Maia, em Mossoró. A declaração foi dada em entrevista à TV Band Natal.

Para Cipriano, o problema da superlotação dos serviços, tanto em Natal quanto em Mossoró, só será enfrentado efetivamente com a retomada da regionalização da saúde, que é um processo básico do SUS, e a consequente resolutividade dos hospitais regionais como forma de evitar a transferência de pacientes para estas unidades.

O titular da Saúde informou que o principal foco da Sesap é investir forte na política de consórcios interfederativos, de Estado e municípios, para fazer com que esses serviços regionais e as redes funcionem com mais efetividade, respondendo às demandas e necessidades de saúde de cada região.

“Estamos nos espelhando no município de Russas no Ceará. Inclusive já convidamos o presidente da FEMURN, José Leonardo Cassimiro de Araújo, e representantes do governo para visitar o consórcio de Russas que tem uma experiência bem-sucedida na gestão de Policlínicas para implantarmos essa experiência no Rio Grande do Norte no mais curto prazo e termos melhor resolutividade e mais agilidade na gestão dos serviços próprios e ofertas de serviços de saúde pública à população”, declarou o secretário.

No processo de regionalização, o pacto com os municípios é fundamental para romper barreiras e entraves, qualificando e ofertando melhor os serviços que estão sob gerência dos municípios. Por isso, Cipriano destacou como muito importante cumprir os contratos com os municípios, com repasses de recursos regulares para que haja aumento de oferta de serviços e se evite a paralisação dos prestadores. Outro ponto destacado pelo secretário é o fortalecimento das parcerias com as Universidades em cada um dos territórios.

Novo boletim médico revela que Bolsonaro está estável, sem complicações

© REUTERS / Ueslei Marcelino (Foto de arquivo)

O presidente Jair Bolsonaro está com a saúde estável, “sem sangramentos ou qualquer outra complicação”, informa o boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein na tarde desta terça-feira (29). Segundo o documento, o presidente se sentou em uma poltrona e fez fisioterapia respiratória e motora.

Bolsonaro foi operado na manhã dessa segunda-feira (28) para retirada da bolsa de colostomia, que teve de ser colocada após sofrer um ataque a faca. Na cirurgia, foi feita a ligação entre o intestino delgado e o intestino grosso do militar.

“O excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, manteve-se estável durante o dia, sem sangramentos ou qualquer outra complicação. Permanece em jejum oral, recebendo analgésicos e hidratação endovenosa. À tarde sentou em poltrona e realizou fisioterapia respiratória e motora com bom desempenho. Por ordem médica, as visitas são restritas”, diz o boletim assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo (cirurgião), Leandro Echenique (clínico e cardiologista) e Miguel Cendoroglo (diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein).

Notícias ao Minuto

Cirurgia de Bolsonaro iniciada na manhã desta segunda deve durar de três a quatro horas

A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro para retirada da bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal começou por volta das 7h desta quarta-feira (28) e deve durar de três a quatro horas. Será a terceira cirurgia em quatro meses, desde o ataque a facada em Juiz de Fora, Minas Gerais.

A previsão da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto é que o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Santana do Rêgo Barros, conceda um briefing no final da manhã desta segunda-feira.

O presidente deverá ficar no Hospital Albert Einstein por cerca de 10 dias. Nesse período, ele pretende trabalhar normalmente, despachando com ministros e assessores, além de transmitir orientações para a equipe ministerial.

O Hospital Albert Einstein organizou um espaço para o presidente despachar. Segundo o porta-voz, existe um dispositivo montado pelo gabinete de Segurança Institucional com equipamentos, possibilidades técnicas para Bolsonaro orientar seus ministros e seus órgãos e despachar.

Ontem (27), os exames laboratoriais e de imagem pré-operatórios indicaram normalidade, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, na capital paulista. A estimativa é que após as primeiras 48 horas da cirurgia, o presidente volte ao trabalho no próprio hospital.

Agência Brasil

Vereadores de oposição buscam respostas da Secretaria de Saúde e Hospital Regional de São Paulo do Potengi sobre a constante falta de médicos

A imagem pode conter: 5 pessoas, incluindo Erios Galvincio e Neilson Rodrigues de Azevedo, pessoas sorrindo, pessoas em pé, casa e atividades ao ar livre

Na manhã desta quinta-feira, 24, com a presença dos vereadores Getúlio, Jales Azevedo, Erinho e o vereador Neilson Azevedo (MDB), líder da oposição na Câmara Municipal, estiveram no Hospital Regional de São Paulo do Potengi como também na Secretaria Municipal de Saúde da cidade para saber informações sobre a constante falta de médicos que o município enfrenta.

No Hospital, a Diretora da unidade Aliete Nascimento esclareceu o porquê a constante falta de médicos. “A nossa situação aqui no hospital, todos já sabem, realmente é a falta de médicos para suprir os dias que não temos médicos plantonistas. No dia 02 de janeiro fizemos um memorando dizendo a situação do nosso hospital e mandamos para a Secretaria de Saúde do Estado, no outro dia estávamos na SESAP para conter informações, do memorando, eles nos relatou que não tinha nenhuma posição por que não tinha profissionais”.

A principal reinvindicação dos vereadores é que a Prefeitura do município através da Lei municipal N° 968/2018 de 11 de Junho de 2018 que dispõe sobre a disponibilização de profissionais da saúde plantonistas para as unidades básicas de saúde localizados no município de São Paulo do Potengi e dá outras providências, faça valer nos dias em que o Hospital não tenha médico.

A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Aliete Nascimento, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e área interna

“Enquanto alguns municípios da nossa região esta na frente, São Paulo do Potengi esta ficando pra trás. Nós vereadores de oposição estamos unidos para buscar melhorias para o hospital, precisamos dá uma resposta para a população. E nos próximos dias, junto com os demais vereadores iremos agendar uma reunião com o Secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia, para discutimos o futuro do Hospital”, disse o vereador Neilson Azevedo.

Já na Secretaria de Saúde, a Secretária Dailva Bezerra e vice-presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN – COSEMS/RN, nos relatou que nos próximos dias o Secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia, fará uma reunião com todos os Prefeitos do RN para discutir sobre a regionalização dos Hospitais.

Sugerimos também a Secretária Dailva na falta de médico no Hospital no período noturno a Unidade Básica de Saúde supra a demanda.

Sesap aposta na regionalização para melhoria da Saúde no RN

A regionalização é a principal solução para enfrentar a superlotação de hospitais no Rio Grande do Norte. Essa é a diretriz norteadora das ações que vêm sendo definidas e implementadas pela atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Em entrevista ao telejornal RN TV 1ª Edição, da Inter TV Cabugi, o secretário adjunto de Saúde do estado, Petrônio Spinelli, informou que a Sesap está trabalhando para resolver a superlotação de hospitais, por meio da implementação de um plano emergencial, com foco na melhoria do abastecimento de insumos e equipamentos e no restabelecimento de contratos com prestadores de serviços e de convênios com municípios.

Servidores da Saúde cobram salários em frente ao Hospital Walfredo Gurgel

José Aldenir / Agora Imagens

Os servidores estaduais da Saúde realizam nesta quinta-feira, 10, paralisação de advertência, com período de 24 horas, em todas as unidades hospitalares do governo do Estado em Natal. A categoria exige o pagamento dos salários atrasados. Uma das bases do protesto foi em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, em Lagoa Nova, na zona Sul da capital.

Segundo o Sindicato do Servidores Estaduais da Saúde (Sindsaúde), o Executivo estadual está devendo parte do 13º de 2017 para profissionais que ganham acima de R$ 5 mil, uma parcela do novembro de 2018, bem como toda a folha mês de dezembro de 2018 e do 13º de 2018.

De acordo com Manoel Egídio da Silva Júnior, coordenador do Sindsaúde, o protesto de advertência foi aprovado em assembleia geral da categoria no último dia 4 de janeiro. “A ação estava programada desde a semana passada. A categoria não está satisfeita com a falta de informações sobre o pagamento dos salários atrasados”, diz ele.

Ele explicou que o sindicato não assinou o acordo com o Governo em relação aos salários de 2019. Uma reunião entre representantes sindicais e secretários estaduais foi realizada na noite da última quarta-feira, 9, no Centro Administrativo.

A sugestão é que os servidores receberão 30% do salário bruto de janeiro até sexta-feira, dia 11. Os 70% restantes serão pagos no dia 16 para os funcionários que recebem até R$ 3 mil e até o dia 31 para os demais trabalhadores. “Nós não assinamos o acordo. A direção não pode definir os interesses de toda a categoria”, explica. À tarde, às 14h, os servidores da Saúde farão a assembleia geral. A reunião será feita em frente ao Hospital Walfredo Gurgel.

Durante a manifestação, os serviços no Walfredo Gurgel foram reduzidos para 30%, mas as atividades de urgência e emergência não foram afetadas. A falta de vencimentos provoca o acúmulo de dívidas e impõe uma rotina de privações. “Não pude pagar minhas contas de luz e de água de dezembro. Tive de pedir para a minha mãe”, diz Erissandra Maria dos Santos, que é técnica de enfermagem do Hospital Psiquiátrico João Machado.

Ela teme que o atraso nos salários afete o pagamento das mensalidades do imóvel que está financiando. “Meu maior medo é não conseguir pagar a minha casa. Só tenho esta fonte de renda, e é muito difícil continuar com esta incerteza”, diz.

Para o técnico de enfermagem Jobert Carvalho, que atua no Walfredo Gurgel, a falta de salários também afeta o lado psicológico dos servidores. “Temos um serviço estafante, que exige muito de nós, e, para completar, ainda não temos nosso salário. Precisamos trabalhar com a sobrecarga de serviços e das dívidas que se acumulam”, encerra.

Agora RN

“Racionalização é a palavra-chave”, diz secretário sobre a gestão estadual da Saúde

Na manhã desta quarta-feira, 9, o secretário estadual da Saúde, Cipriano Maia, concedeu entrevista ao Bom Dia RN, da Intertv Cabugi, na qual apresentou os principais desafios do início da gestão. Para o secretário, diante das dificuldades financeiras vivenciadas pelo Estado, a “racionalização é a palavra-chave”.

Cipriano enfatizou o papel da gestão estadual dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). “Temos uma situação de crise crônica no SUS há muitos anos que se agudizaram pela falta de uma gestão que dê conta das responsabilidades da Secretaria como um todo e do SUS como um todo: Estados, municípios e União. O papel da Secretaria é conduzir o sistema, apoiar os municípios. Não podemos pensar o sistema de saúde sem uma participação efetiva dos municípios. Estamos encontrando a Secretaria numa crise profunda, assistencial, com cirurgias e exames não realizados, agravada pela escassez de recursos, seja de transferências federais, incluindo a emenda que congelou os gastos públicos por 20 anos, que vai refletir na Saúde, e a crise fiscal do Estado, que todos nós conhecemos, o que levou o governo a receber folhas de pagamento em atraso.”

Diante do cenário atual, a gestão da Saúde será pautada na racionalização dos recursos existentes e na criação de parcerias com outras instituições. “Nosso desafio é fazer mais com menos. Mobilizando os profissionais em torno do seu compromisso ético e profissional para que a gente possa potencializar a utilização dos recursos existentes, fortalecer parcerias com os municípios, com as universidades e outras instituições da sociedade para que a gente possa dar conta desse papel de melhorar a atenção à Saúde”.

Além das parcerias e do uso racional dos recursos existentes, uma das principais metas de gestão é a criação de policlínicas de saúde nas regiões do Estado, em parceria com os municípios. A proposta seria a criação de consórcios públicos em cada uma das oito Regiões de Saúde do Rio Grande do Norte, reunindo recursos próprios do Estado, recursos federais que são destinados ao Estado e aos municípios naquela Região, e recursos próprios do município. As policlínicas ofertariam serviços ambulatoriais especiais, como consultas e exames. “Nós pretendemos estruturar essas policlínicas e nossa referência é o Estado do Ceará, onde elas funcionam muito bem, gerenciadas por consórcio e com regulação, sendo a atenção básica uma ordenadora do cuidado”, explicou. O secretário explicou que o consórcio também teria o papel de fazer uma gestão mais eficiente dos hospitais regionais. “Nós pretendemos que os hospitais regionais atuem em interação com os municípios e resolvam a maioria dos problemas onde eles se encontram. Para isso precisamos que eles tenham pessoal, gestão profissionalizada”.

O secretário reconheceu os desafios a serem enfrentados, mas enfatizou a importância da gestão profissionalizada e comprometida com os recursos públicos. “Numa situação de crise e escassez de recursos isso não é tão fácil, por isso que a racionalização é a palavra-chave, assim como a parceria com as outras instituições que ofertam serviços e uma melhor gestão dos contratos com os prestadores privados, com resposta mais efetiva através de um contrato que seja cumprido com qualidade para atenção ao usuário”.

São Paulo do Potengi recebe ampliação da porta de urgência e emergência

Fortalecendo a Rede de Urgência e Emergência (RUE), ofertando regionalmente serviços à população, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) entregou a obra de reforma da porta de urgência e emergência do Hospital Regional Monsenhor Expedito, em São Paulo do Potengi, atendendo a 21 municípios com uma média populacional de 200 mil pessoas.

Com recursos do Banco Mundial, através do projeto Governo Cidadão, está em funcionamento uma sala vermelha (com acesso direto da ambulância, para um atendimento rápido e efetivo), sala de medicamentos e sala de observação (com novo layout que permite que uma equipe atenda oito leitos). A unidade também foi equipada com utensílios, como cadeiras de rodas, carros de emergência, aparelho de anestesia etc. O total de investimentos foi de R$ 6.884.640 milhões.

Caiçara do Rio do Vento e Riachuelo receberão caminhonetes que irão reforçar o efetivo para combater o mosquito Aedes aegypti

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, anunciou nesta segunda-feira, 17, a liberação de R$ 14 milhões para ampliar e qualificar serviços de saúde nos municípios do Rio Grande do Norte. Deste total, R$ 4,3 milhões serão destinados a habilitações em serviços de média e alta complexidade, como leitos para gestantes de alto risco, unidades de cuidados intermediários neonatal, unidades de terapia intensiva pediátrica e também terapia nutricional. Também serão destinados R$ 1,6 milhão para habilitações de equipes multiprofissionais de Atenção Domiciliar para pacientes que necessitam da continuidade do cuidado assistencial em domicílio.

“Esse investimento do Governo Federal é um importante reforço para melhorar e ampliar os serviços de saúde da região, beneficiando toda a população do estado e municípios do Rio Grande do Norte. Um reforço importante destinado à Atenção Domiciliar, serviços especializados em reabilitação, combate ao mosquito da dengue, além de transportes especializados para atendimento das pessoas com deficiência”, reforçou o ministro Occhi.

Serão ainda destinados R$ 2,4 milhões para serviços de reabilitação adulto e infantil no município de Caico. Já a população do município de São José de Mipibu passa a contar com aproximadamente R$ 1,2 milhão anuais para custeio dos serviços na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) Geraldo de Souza.

As pessoas com deficiência nos municípios de Pau dos Ferros, Macaíba, São José de Mipibu, Areia Branca, Guamaré, Santa Cruz e Natal também serão beneficiadas. O ministro anunciará a doação de sete veículos adaptados para transporte de pacientes, no valor de R$ 1,2 milhão no total. O veículo é adaptado com plataforma elevatória, ideal para embarque e desembarque de usuário cadeirante. Já os serviços na Atenção Básica de quatro municípios do estado receberão reforço de R$ 500 mil para a construção de quatro Academias da Saúde.

Também integra o conjunto de anúncios feitos pelo ministro da Saúde, para o Rio Grande do Norte, a distribuição de 24 caminhonetes, com investimento de R$ 2,6 milhões. Os veículos irão reforçar o efetivo para combater o mosquito Aedes aegypti, no atual cenário de risco dos municípios em relação às doenças dengue, zika e chikungunya. Ao todo, a pasta adquiriu mil veículos para serem entregues em todo o país a um custo de R$ 109,4 milhões.

Os municípios contemplados com as novas caminhonetes no estado do Rio Grande do Norte são: Acari, Guamaré, Jardim do Seridó, São Rafael, Triunfo Potiguar, Caicó, Timbaúba dos Batistas, Caiçara do Rio do Vento, Riachuelo, Baraúna, Caraúbas, Itajá, Lagoa D´Anta, Monte das gameleiras, Mossoró, Nísia Floresta, Olho D´Água do Borges, Paraú, Parazinho, Riacho da Cruz, São Fernando, São José do Campestre, Serrinha dos Pintos e Severiano Melo.

COMBATE AO AEDES
Nesta semana, o Ministério da Saúde apresentou os dados do Levantamento Rápido de índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). No estado do Rio Grande do Norte, 131 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o levantamento. Desse total, 70 estão em alerta, com o Índice de Infestação Predial (IIP) entre 1% a 3,9%; e 61 em risco de surto das doenças, com IIP igual ou superior a 4%. Outras 35 estão em situação satisfatória, quando o índice é menor de 1%. A capital do estado, Natal, fez o monitoramento por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

O levantamento também apontou que a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósito de água (2.900), seguida de depósitos domiciliares (419) e lixo (51). O mapa da dengue, como é chamado o LIRAa, é um instrumento fundamental para o controle do mosquito e das doenças. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante.

No RN 98 médicos das 139 vagas do Mais Médicos abandonaram postos de saúdes de cidades que trabalhavam para migrarem para o programa

Em sete Estados, mais da metade dos profissionais que preencheram as vagas dos cubanos no Mais Médicos já trabalhava em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do País e apenas migrou de um posto de saúde onde era servidor municipal para outro onde passa a ser integrante do programa federal. Assim, postos que tinham equipes completas agora enfrentam déficit de profissionais.

É o que mostra levantamento feito pelo Estado junto a conselhos de secretarias municipais de saúde (Cosems) do País. Dos 13 conselhos contatados, dez disseram ter registrado em seus municípios a migração de profissionais, dos quais sete levantaram o número de casos do tipo. Nesses Estados, 58% das vagas preenchidas foram ocupadas por médicos que já atuavam na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os sete Cosems analisaram os vínculos de trabalho anteriores de 1.489 médicos que aderiram ao Mais Médicos e verificaram que 863 deles trabalhavam em postos de saúde de outras cidades ou Estados.

A situação fez o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, se reunir nesta quarta-feira, 28, com membros do Ministério da Saúde para apresentar o problema. A pasta solicitou ao conselho um levantamento nacional dos números de profissionais que migraram de uma UBS para outra. O conselho pretende apresentar amanhã os números completos ao ministério.

“Estamos muito preocupados. Talvez seja preciso fazer mudanças no edital para evitar que a chegada dos médicos desorganize todo o sistema de saúde”, declarou Diego Espindola de Ávila, diretor do Conasems.

Perda

No Rio Grande do Norte, das 139 vagas abertas no Estado após a saída dos médicos cubanos, 98 delas foram preenchidas por médicos que estavam ligados às equipes do programa ESF em outras localidades, como Mirella Medeiros.

Segundo a coordenadora da Comissão do Mais Médicos no Rio Grande do Norte, Ivana Fernandes, dos 98 médicos que migraram, 82 já atuavam no Estado e os outros 16 desempenhavam a mesma função em Estados vizinhos, como a Paraíba.

“Com equipes sem formação completa, não há repasse de recursos pelo Ministério da Saúde para pagamento de salários. Sem esses profissionais, as equipes correm o risco de ser extintas”, declara Ivana.

ESTADÃO CONTEÚDO

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