Categoria: Brasil

Lula admite erro do PT em campanha eleitoral

Lula admite erro do PT em campanha eleitoral

O ex-presidente Lula admitiu que o PT errou na primeira semana de campanha do segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com a coluna “Painel”, da Folha de S.Paulo, o líder da sigla afirmou a quem o visitou na sede da Polícia Federal em Curitiba que foi um erro da campanha do partido deixar “Haddad preso em São Paulo” gravando propagandas de televisão.

Com isso, segundo Lula, o ex-prefeito de São Paulo acabou se afastando do povo e abriu espaço para que Jair Bolsonaro chegasse ao eleitorado das periferias do Brasil.

NOTÍCIAS AO MINUTO

Lei da Ficha Limpa retira 173 candidatos das eleições de outubro

Dos 29.101 candidatos que pediram registro, a Justiça Eleitoral rejeitou 1.888, o que representa 6,5% do total. Segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 173 candidatos foram julgados inaptos por causa da Lei da Ficha Limpa, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputaria o Palácio do Planalto pelo PT.

A falta de requisitos para registro – como a não comprovação de pleno exercício dos direitos políticos, alistamento eleitoral e filiação partidária – foi o principal motivo para indeferimento de candidaturas – 75,46% do total de pedidos. Treze candidatos foram considerados inaptos a disputar as eleições por abuso de poder e outros cinco por gasto ilícito de recursos.

A Justiça Eleitoral confirmou 27.213 candidaturas, um crescimento de 4% em relação a 2014, quando 26.162 disputaram as eleições gerais – presidente, governador, senador, deputado federal, estadual e distrital. Até agora, 682 candidatos renunciaram e três morreram.

Embora a corrida presidencial seja a mais discutida no país, a eleição para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é a mais disputada: são 40,88 candidatos por vaga. A Câmara Legislativa tem 24 cadeiras e se apresentaram 981 concorrentes.

As 26 assembleias legislativas têm 1.035 cadeiras e 17.950 candidatos, o que dá em média 17,34 concorrentes por vaga. Para as 513 vagas na Câmara dos Deputados, são 8.595 postulantes (16,75 por vaga).

Do total de candidatos, 13 disputam a Presidência da República, 202 concorrem a governador dos 26 estados e do Distrito Federal e 358 postulam o Senado. Neste ano, estão em disputa duas cadeiras de senador por estado, totalizando 54 vagas.

O PSL foi o partido que lançou o maior número de candidatos país afora – 1.543, 5,3% do total. Além do presidenciável Jair Bolsonaro, 942 concorrem a deputado estadual, 488 a deputado federal, 24 a deputado distrital, 22 a senador, 14 a governador, 11 a vice-governador e 41 a suplente de senador.

Na sequência vêm o PSOL, com 1.347 concorrentes e o PT, com 1.309 candidatos. Além do presidenciável Guilherme Boulos, o PSOL lançou candidatos a governador em 25 estados. O PT tem candidato a presidente, Fernando Haddad, e disputa 16 governos estaduais.

Agência Brasil

Haddad cresceu mais no Sul do que no Nordeste, mostra Ibope

POR O GLOBO

A análise dos dados da pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira mostra que o crescimento do candidato Fernando Haddad (PT) de 19% para 22% nas intenções de votos no país baseou-se numa melhora de desempenho em todas as regiões. Se o Nordeste é a região com maior potencial de transferência de votos que seriam dados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo as pesquisas, desta vez o crescimento de Haddad foi maior no Sul do país. Ele passou de 11% para 19% na região, enquanto no Nordeste ele foi de 31% para 34%.

No Sudeste, região que concentra 44% do eleitorado nacional, Haddad oscilou de 15% para 16%, enquanto nas regiões Norte e Centro-Oeste, somadas, pulou de 15% para 20%.

Em contraste com a melhor de Haddad no Sul, Jair Bolsonaro (PSL) perdeu oito pontos percentuais no conjunto formado por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ele caiu de 38% para 30% da preferência deste eleitorado. O candidato do PSL compensou esta baixa com oscilação positiva no Sudeste (de 29% para 31%), no Nordeste (de 16% para 17%) e no Norte e Centro-Oeste (de 32% para 33%).

Entre os outros candidatos, Ciro Gomes tem sua melhor performance no Nordeste, onde amealha a preferência de 18% dos eleitores, sete pontos a mais do que sua média nacional. Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo, vai melhor no Sudeste, com 10% das intenções de voto, dois pontos acima do seu resultado em todo o país. O ponto fraco do tucano é o Nordeste, onde foi citado por apenas 4% dos entrevistados.

Veja o corte por região da pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira:

EM TODO O PAÍS

Jair Bolsonaro (PSL) – 28%

Fernando Haddad (PT) – 22%

Ciro Gomes (PDT) – 11%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 8%

Marina Silva (Rede) – 5%

NORDESTE (27% do eleitorado)

Jair Bolsonaro (PSL) – 17%

Fernando Haddad (PT) – 34%

Ciro Gomes (PDT) – 18%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 4%

Marina Silva (Rede) – 5%

SUDESTE (43% do eleitorado)

Jair Bolsonaro (PSL) – 31%

Fernando Haddad (PT) – 16%

Ciro Gomes (PDT) – 10%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 10%

Marina Silva (Rede) – 5%

SUL (15% do eleitorado)

Jair Bolsonaro (PSL) – 30%

Fernando Haddad (PT) – 19%

Ciro Gomes (PDT) – 9%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 7%

Marina Silva (Rede) – 2%

NORTE E CENTRO-OESTE (15% do eleitorado)

Jair Bolsonaro (PSL) – 33%

Fernando Haddad (PT) – 20%

Ciro Gomes (PDT) – 8%

Geraldo Alckmin (PSDB) – 9%

Marina Silva (Rede) – 7%

O GLOBO

Datafolha: Lula tem 39%, Bolsonaro 22% e Marina 8%

Preso condenado por corrupção e virtualmente inelegível, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 39% das intenções de voto na primeira pesquisa do Datafolha realizada após os registros das 13 candidaturas ao Palácio do Planalto.

No cenário mais provável, já que a condenação em segunda instância enquadra o petista na Lei da Ficha Limpa e deverá provocar sua inabilitação, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) surge à frente da disputa, com 22%.

O Datafolha ouviu 8.433 pessoas em 313 municípios, de 20 a 21 de agosto. A margem de erro do levantamento, uma parceria da Folha e da TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Na simulação da disputa com Lula, Bolsonaro mantém uma estabilidade no seu eleitorado, com 19% no segundo lugar. Aparecem embolados no terceiro posto Marina Silva (Rede, com 8%), GeraldoAlckmin (PSDB, 6%) e Ciro Gomes (PDT, 5%).

Sem Lula, Marina e Ciro dobram suas intenções de voto, ficando atrás de Bolsonaro com 16% e 10%, respectivamente. Alckmin também sobe para 9%, empatando na margem com Ciro.

Com o petista no páreo, brancos e nulos somam 11%, com 3% de indecisos. Sem ele, os índices sobem respectivamente para 22% e 6%.

O nome ungido por Lula para substitui-lo em caso de inabilitação, o de seu candidato a vice Fernando Haddad (PT), não tem uma largada muito promissora na missão de herdar votos do mentor: tem apenas 4%, empatado com o senadorAlvaro Dias (Podemos), no cenário sem o ex-presidente.

Com regras rígidas e claras, começa propaganda eleitoral

A partir desta quinta-feira (16) começa oficialmente a propaganda eleitoral. Pela legislação, as regras são rígidas e claras – exigem menos barulho e obediência a horários e normas. A propaganda eleitoral na internet é permitida desde que não seja paga. Os diretórios partidários deverão instalar nas sedes serviços telefônicos para atender aos eleitores.

Os partidos e as coligações só poderão utilizar alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos, das 8h às 22 horas. O horário para o uso de aparelhagem de sonorização fixa é mais flexível das 8h à meia-noite, podendo ser prorrogado por mais duas horas quando se tratar de comício de encerramento de campanha.

Até 6 de outubro, os partidos e coligações poderão distribuir material gráfico, promover caminhada, carreata, passeata ou utilizar carro de som pelas ruas para divulgar jingles e mensagens de candidatos.

Um dia antes, em 5 de outubro, será permitida a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução, na internet, do jornal impresso, de até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide.

Agência Brasil

TSE registra mais de 23 mil candidatos às eleições de outubro

Mais de 23 mil candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital vão disputar os votos de 147,3 milhões de brasileiros nas eleições deste ano, segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Encerrado o prazo para registrar as candidaturas, 13 nomes se apresentaram para disputar o Palácio do Planalto em outubro.

Para governador, segundo a última atualização do Sistema de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas, 171 candidatos pediram registro. Desses, 17 disputam a reeleição. O PSOL foi o partido que lançou o maior número de candidatos a governador, seguido do PSTU e do PT.

O TSE contabiliza até agora 6.982 candidatos para disputar as 513 vagas de deputado federal. Para deputado estadual e distrital, são 15.605 concorrentes a 1.059 vagas nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Mais 295 concorrem a 54 cadeiras no Senado.

Considerando o total de 23.812 candidatos a todos os cargos em disputa nas eleições de outubro, o PSL foi o partido que apresentou o maior número de concorrentes (1.259), seguido do PSOL (1.201), do PT (1.075) e do MDB (1.009). Desse contingente, 30,6% são mulheres, cumprindo a meta prevista na legislação.

Quase a metade dos candidatos têm ensino superior e 55% são casados. A maioria tem entre 35 e 59 anos de idade, mas há 50 candidatos na faixa de 80 a 84 anos.

O total de candidatos em 2018 é menor que o registrado em 2014 (26.162). Os dados podem sofrer ajustes conforme a Justiça Eleitoral vá julgando os pedidos de registro.

VEJA

Ministros do STF ignoraram a falência do Brasil e os 13 milhões de brasileiros que estão no olho da rua

Parte dos 11 ministros do STF quer um aumento do salário, hoje fixado em R$ 33,7 mil por mês. A reivindicação ignora a falência do Tesouro Nacional e ofende os 13 milhões de brasileiros que estão no olho da rua. Os salários das supremas togas servem de referência para outros contra-cheques do serviço público. Quando sobem, puxam os demais. No final, a conta do reajuste pode passar dos R$ 5 bilhões por ano.

Há bons argumentos para defender qualquer pedido de aumento salarial, sobretudo num país inflacionário. No caso do Supremo, a má notícia é que não há dinheiro disponível no cofre. A boa notícia é que nenhum ministro está obrigado a permanecer no tribunal. Quem quiser, pode trocar a estabilidade funcional e o salário 20 vezes superior à média remuneratória do país pelos lucros incalculáveis de uma banca advocatícia privada. Em tempos de Lava Jato, cliente não vai faltar.

Em matéria salarial, o Supremo funciona como sindicato de si mesmo. Cabe à própria Corte pedir à inclusão do auto-reajuste no Orçamento de 2019. Entre os maiores defensores do aumento, ironia suprema, estão ministros adeptos da política de celas abertas. Com uma mão, libertam corruptos. Com a outra, pedem um aumento que os cofres públicos não podem pagar. O patrão do Supremo se chama contribuinte. Consultado, negaria o reajuste. Se pudesse, demitiria certos ministros.

JOSIAS DE SOUZA

Artigo Ney Lopes: O que faltou ao Brasil na Copa

Difícil responder as razões da nossa desclassificação na Copa, salvo meros palpites.

Um fato explicado por Luís Fernando Veríssimo é incontestável:

“Crepúsculo dos Deus” seria um título adequadamente wagneriano para essa Copa. Divindades caíram dos seus pedestais”.

Em principio, total injustiça atribuir o insucesso a incompetência de Tite e dos jogadores.

Os números mostram que a seleção dominou o jogo.

Perdeu no mínimo 10 gols, acertou bola na trave e teve um pênalti claro e incontroverso não marcado pelo juiz.

Chutou 26 vezes contra o gol belga, contra 8 vezes dos adversários.

O goleiro Courtois operou milagres em 9 defesas, enquanto Alyson recebeu três chutes (dois dos quais transformados em gol, sem culpa dele).

No placar final, dois gols do Brasil (um contra), contra um efetivamente marcado pela Bélgica.

Afinal, o que faltou ao Brasil?

Arrisco o palpite de que faltou basicamente sorte.

A propósito, lembro que Napoleão alinhava três fatores para ganhar a guerra: bons soldados, armamento eficiente e “sorte”.

Na formação do seu exército, o general francês considerava quatro tipos de soldados.

Aos inteligentes com iniciativa (1), Napoleão dava as funções de comandantes gerais, estrategistas.

Os inteligentes sem iniciativa (2) ficavam como oficiais que recebiam ordens superiores e as cumpriam com diligência.

Os ignorantes sem iniciativa (3) eram colocados à frente da batalha – buchas de canhão, como dizemos.

Os ignorantes (4) com iniciativa, Napoleão odiava e não queria em seus exércitos.

Seria mera coincidência, a semelhança desses conceitos napoleônicos com o futebol?

Atribuir o sucesso a sorte gera muita polêmica.

Por isso cabem algumas colocações.

Claro que é necessário fazer com eficiência o dever de casa.

Mas, isso não basta.

Sorte e sucesso estão (até infelizmente) associados. Sorte é a oportunidade surgida, que independe da competência.

Sucesso é fruto do talento e do trabalho árduo.

Muitas vezes, a oportunidade aleatória vence o talento e o trabalho, sendo também verdadeira a hipótese contrária.

Logo, o sucesso nem sempre depende da competência e da garra.

O importante será lutar, começar de novo, fazer escolhas profissionais acertadas, com base em vocação, preservar valores humanos e acreditar sempre.

Na resposta ao título do artigo terão que ser levados em conta outros fatores.

Foram-se os tempos de 1958, quando conseguimos o primeiro campeonato mundial. Aquela época o futebol não era um jogo financeiro, político e mafioso, como atualmente.

Lembro que Newton Santos, o grande zagueiro na conquista da Suécia, declarou que todos os jogadores levavam as chuteiras e roupas nas mãos, passageiros de um trem, que no dia do jogo ligava o subúrbio de Estocolmo, onde estavam hospedados, ao estádio oficial.

O futebol globalizou-se, o que acentua a supremacia de quem disponha de melhor infraestrutura.

Os campeonatos europeus, por exemplo, da Inglaterra, Espanha, Alemanha, França e Itália, auferem grandes lucros com os direitos de TV comercializados por quantias elevadas, recursos que são aplicados na melhoria das suas equipes.

Ao contrário, os jogadores sul-americanos são precocemente vendidos para o exterior, cada vez mais jovens.

Essa realidade enfraquece os clubes e agrava a desvantagem com a Europa, que aumentou muito nos últimos anos.

Em relação à seleção brasileira não falta talento.

Porém falta humildade, na maioria. Eles são deslocados muitas vezes da condição de pobreza para uma vida de sultão.

Poucos preservam a simplicidade.

O sucesso sobe rápido para cabeça, a ponto de conduzir a estilização do cabelo de Neymar, que levou para Rússia um cabeleireiro particular, passageiro do seu próprio jatinho.

Os jogadores saem imaturos de seus clubes e são levados para países desenvolvidos, ganhando milhões, distanciados da realidade brasileira.

No balanço geral, entre a falta de sorte nas finalizações do jogo com a Bélgica e os outros fatores analisados, cabe lembrar Elias Figueroa, um renomado jogador internacional: “Vitórias não se merecem; se conquistam”.

O Brasil mereceu vencer, mas quem conquistou a vitória foi a Bélgica.

Brasil pega o México para provar que ainda é uma potência do futebol mundial

A seleção brasileira passou pela primeira fase da Copa do Mundo com folga, apesar do susto inicial, mas tem nesta segunda-feira uma espécie de “hora da verdade”. Enfrenta o México pelas oitavas de final da disputa na Rússia, na Arena Samara, e precisa assumir sua condição de grande do futebol do planeta. Alemanha, Argentina e Espanha já fracassaram nessa tentativa. Portugal também se despediu. Itália nem veio ao Mundial. Diante de rival teoricamente inferior, cabe ao Brasil mostrar por que já ganhou cinco títulos e é o maior vencedor.

A partida que começa às 11 horas (de Brasília) é eliminatória e, por isso, empate no tempo normal força a prorrogação de mais 30 minutos. Se necessário, haverá disputa por pênaltis para definir quem se classifica. Espanha e Rússia passaram por isso no domingo, assim como Croácia e Dinamarca – pelas oitavas.

Para Tite, a melhor maneira de a seleção confirmar o protagonismo, e o consequente favoritismo, é continuar no processo de evolução que vem ocorrendo de um jogo para outro. “Minha expectativa é que a equipe repita o padrão do último jogo, daí para mais. Na partida anterior (contra a Sérvia), todos os atletas tiveram excelente desempenho. Isso fortalece, diz. “Temos de reproduzir – no aspecto técnico, tático, físico e emocional – o padrão do jogo anterior, porque é decisivo.”

Ele optou por escalar Filipe Luis na lateral-esquerda, pois Marcelo, apesar de recuperado do espasmo muscular que o tirou de campo aos 8 minutos da partida com os sérvios, poderia sentir o ritmo do jogo. Fagner ganhou posição na lateral-direita (Danilo ficará no banco). Tite também decidiu manter Willian e Gabriel Jesus no time.

Com isso, a seleção terá praticamente a formação que iniciou o duelo em que garantiu a classificação para as oitavas – 2 a 0 contra os sérvios. A manutenção é fundamental para a continuidade do processo de evolução que Tite tanto prega.

O México é considerado um adversário perigoso. Também por isso, nem Tite nem seus pares de comissão quiseram dar detalhes sobre a estratégia para superar a equipe de Juan Carlos Osorio. “Nesses aspectos táticos, vamos segurar um pouco as informações. Sei da qualidade do trabalho da seleção mexicana. Não vou trazer minuciosamente situações específicas.”

O Brasil tem planos de jogo. “A gente já tem o plano A e o plano B para esse jogo, e esperamos passar. O nosso objetivo é jogar bem”, acrescentou Thiago Silva, que nesta segunda será o capitão brasileiro pela segunda vez nesta Copa – ele também vestiu a braçadeira contra a Costa Rica.

ESTADÃO CONTEÚDO

STF restringe regra do foro privilegiado para deputados federais e senadores

Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 3, restringir o foro por prorrogativa de função, conhecido como foro privilegiado, para deputados e senadores.

Por 7 votos a 4, os ministros decidiram que os parlamentares só podem responder a um processo na Corte se as infrações penais ocorreram em razão da função e cometidas durante o mandato. Caso contrário, os processos deverão ser remetidos para a primeira instância da Justiça. O placar a favor de qualquer restrição foi unânime, com 11 votos.

No julgamento, prevaleceu o voto do relator, Luís Roberto Barroso, que votou a favor da restrição ao foro e foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello.

Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes também foram favoráveis à restrição, mas com um marco temporal diferente. Para os ministros, a partir da diplomação, deputados e senadores devem responder ao processo criminal no STF mesmo se a conduta não estiver relacionada com o mandato.

Durante o julgamento, os ministros chegaram a discutir se a decisão poderia ser estendida para demais cargos com foro privilegiado, como ministros do governo federal, ministros de tribunais superiores e deputados estaduais. A questão foi proposta pelo ministro Dias Toffoli, mas não teve adesão da maioria.

Como fica

Mesmo com a finalização do julgamento, a situação processual dos deputados e senadores investigados na Operação Lava Jato pelo STF e de todos os demais parlamentares que são processados na Corte deve ficar indefinida e as dúvidas serão solucionadas somente com a análise de cada caso. Os ministros terão que decidir individualmente se parlamentares vão responder, na própria Corte ou na primeira instância, às acusações por terem recebido recursos ilegais de empreiteiras para financiar suas campanhas. Ainda não é possível saber quantas processos serão afetados.

Segundo especialistas, a saída das ações da Corte para outras instâncias poderá acelerar o trabalho das duas turmas do STF, responsáveis pelo julgamento das ações. Além disso, o atraso que poderá ocorrer no envio das ações à primeira instância será bem menor que a demora do Supremo para julgar os casos.

Segundo o projeto Supremo em Números, da FGV Direito Rio, o tempo de tramitação de uma ação penal em 2016 foi de 1.377 dias, tempo maior que o registrado em 2002, quando o processo era julgado em aproximadamente em 65 dias.

Entre 2012 e 2016, das 384 decisões tomadas em ações penais, a declinação de competência, quando o parlamentar deixa o cargo e perde o foro no STF, representou 60% dos despachos, enquanto as absolvições chegaram a 20%. Condenações ficam em apenas 1%.

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