Categoria: Auxílio Emergencial

Líder do governo defende ampliar Bolsa Família para substituir auxílio, e ‘filtro’ em cadastros

Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo

Na esteira da discussão a respeito da substituição do Auxílio Emergencial, o líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Ricardo Barros (PP-PR), defende junto a ministros do governo Bolsonaro ampliar as famílias que recebem o benefício e um “filtro” de prefeituras nos cadastros de beneficiários do programa.

Como o governo não tem recursos para continuar pagando o Auxílio Emergencial, que acabou em dezembro, a equipe econômica estuda formas de manter assistida a população mais vulnerável e atingida pela pandemia.

Barros afirma que o governo vai socorrer quem mais precisa, mas não será no modelo do auxílio.

“O Auxílio Emergencial foi feito dentro decreto de calamidade, é um cheque em branco e não temos mais. Não se pode repetir a fórmula do auxílio. Vamos socorrer, mas não naquele modelo. A ajuda para quem precisa vai ser mais uma continuação do Bolsa Família”, diz Barros.

Para realizar essa inclusão, o líder do governo defende que as prefeituras verifiquem se quem está recebendo o Bolsa Família e vai, eventualmente, receber o novo benefício “realmente precisa”.

“No auxílio tudo foi feito por declaração voluntária. Se precisava ou não, ninguém conferiu. Defendo que as prefeituras façam essa verificação”, afirma Barros.

Outro ponto que o parlamentar quer emplacar são novos critérios e exigências para receber o benefício, como qualificação profissional e desempenho escolar.

“O programa não incentiva a sair. A rampa de ascensão social precisa ter mecanismos para que as pessoas saiam depois. Então, podemos ampliar mas precisa cobrar desempenho escolar, qualificação profissional, por exemplo”.

A substituição do Auxílio Emergencial é prioridade no governo. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conta com a solução do projeto para se capitalizar eleitoralmente para 2022.

Barros disse que o tema está sendo tratado por Onyx Lorenzoni (ministro da Cidadania), a equipe econômica e o relator do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC).

Até agora, não há definição da fonte de recursos para pagar a extensão do programa.

Blog da Andréia Sadi – G1

Bolsonaro afirma que vai pagar auxílio emergencial por mais 3 meses

Foto: reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25) que o benefício do auxílio emergencial deve ser estendido por mais três meses e que os valores ainda não foram definidos. O anúncio foi feito durante a live nas redes sociais.

“Os números não estão definidos ainda, mas a gente vai prorrogar por mais três meses”, afirmou Bolsonaro em sua live semanal nas redes sociais, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo ele, ainda não foram definidos os valores exatos, mas prevê que serão R$ 1.200 divididos em três parcelas decrescentes, de R$ 500, R$400 e R$300.

Já o ministro Paulo Guedes confirmou que a terceira parcela do auxílio emergencial deve começar a ser pago já neste sábado (27).

O presidente também afirmou ainda que espera que a economia volte a funcionar no país e apelou para que governadores e prefeitos abram suas cidades e retomem a normalidade para acelerar este processo.

R7

Bolsonaro confirma mais duas parcelas do auxílio emergencial

Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira (9) que o auxílio emergencial deve ser prorrogado por mais dois meses, mas com valor inferior, de R$ 300.

O auxílio emergencial é uma renda emergencial básica, aprovada pelo Congresso Nacional em abril, para pessoas que ficaram sem rendimentos em razão da pandemia do novo coronavírus – o valor varia entre R$ 600 e R$ 1.200. A primeira parcela foi paga em abril e a previsão era a de que durasse três meses. Mais de 59 milhões de brasileiros tiveram o benefício aprovado.

“Cada parcela é um pouco mais de R$ 40 bilhões. Isso não tem possibilidade. A nossa dívida continua crescendo dessa maneira. Então, a ideia da equipe econômica, e minha também, é de mais duas parcelas, talvez de R$ 300”, disse Bolsonaro.

“Eu sei que tem parlamentar que quer mais duas (parcelas) de R$ 600. Tudo bem. Se a gente tiver um programa para diminuir os salários, a metade, e aí ser usado para pagar isso (o auxílio), aí tudo bem. Pago até R$ 1.000. Mas de onde vem o recurso? Não podemos nos endividar”, acrescentou.

A prorrogação do pagamento do auxílio emergencial também foi comentada por Paulo Guedes, ministro da Economia. Ao participar de reunião do conselho do governo, ele disse que prevê uma nova fase de enfrentamento ao novo coronavírus, com extensão do benefício e, nesse mesmo período, organização para retorno seguro ao trabalho com a adoção de protocolos.

R7

São Paulo do Potengi já tem 6.658 beneficiários do Auxílio Emergencial, que representa 38% da população

O município de São Paulo do Potengi tem 38% da sua população já sendo beneficiada com o Auxílio Emergencial do Governo Federal. São 6.668 beneficiários.

O benefício emergencial tem uma variação de R$ 600,00 a R$ 1.800,00 reais, dependendo da composição familiar e da responsável ser mulher sem a presença do companheiro. Mas o valor médio do benefício por pessoa em São Paulo do Potengi é de R$ 682,00, e multiplicando isso pelo número de beneficiários, chegamos ao valor de mais de R$ 4,5 milhões por cada parcela paga do Auxílio pelo Governo Federal. É um bom dinheiro que é injetado na economia do município.

E os números do Auxílio Emergencial em São Paulo do Potengi podem aumentar ainda mais, haja vista que muita gente ainda está com o cadastro em análise.

SPP NEWS