Aos 39 anos, Márcio Mossoró fala sobre chegada ao América: “Não vim passar vergonha”

Márcio Mossoró trabalha em ritmo forte para poder estar pronto para estreia do América em 2022/ Foto: Reprodução CANINDÉ PEREIRA

Próximo de completar 39 anos, o meio-campista Márcio Mossoró esbanja otimismo neste seu retorno ao futebol potiguar e avisa logo aos pessimistas de plantão, que não voltou ao RN para fazer vergonha ou ganhar rios de dinheiro no América. Ele marcou posição ressaltando que chegou apostando no projeto que o presidente Souza possui em relação ao Alvirrubro, além disso Mossoró ressalta que apesar da idade avançada, sabe que ainda pode fazer a diferença dentro de campo.

“Sou um jogador considerado rodado, devido a idade, mas estou certo que quem não me conhece irá ficar surpreso com o Márcio Mossoró. Reconheço que a idade pesa, mas eu estou bem fisicamente, estou com uma motivação grande, não tenho problema com peso corporal, nem tive registro de lesões sérias ao longo da carreira. Sempre procurei me cuidar e apesar de estar há um tempo sem atuar, jamais me descuidei dessa parte da preparação física. Esse sempre foi meu diferencial nos clubes que tive a oportunidade de defender, sempre me movimentei muito em campo e procuro dar muita dinâmica ao jogo”, disse Mossoró.

O atleta garante estar em perfeitas condições e mostra uma confiança grande em seu potencial e na tarefa que a nova diretoria americana confiou a ele, no momento da negociação para fechar o novo contrato de trabalho.

“Se não tivesse condição alguma de jogar, não viria aqui para passar vergonha. Não estou em Natal para passear ou passando férias de verão, além de não ter chegado para ser apenas mais um jogador no elenco americano, cheguei ao clube para fazer a diferença! Quero ser o diferencial dentro de campo e sei que tenho condições e capacidade de fazer isso. Estou me preparando e garanto que até o dia da estreia do América no Estadual, vou estar pronto para entrar em campo”, destacou.

Com a carreira toda feita fora dos limites do Rio Grande do Norte, o jogador mossoroense foi trabalhado nas categorias de base do Ferroviário-CE, onde também iniciou a carreira profissional em 2001 e no ano seguinte, foi atuar no futebol catarinense, de onde fez uma ponte até o Paulista de Jundiaí-SP, de onde saiu para ganhar o mundo. Ele disse que entre os fatores que mais pesaram para acertar com o clube potiguar, foi o fato de poder voltar a atuar perto de sua família, após uma longa temporada fora do Brasil.

“Estou no América, primeiro pelo poder de convencimento do presidente Souza, que numa conversa que não durou mais de 15 minutos, me convenceu a aceitar a proposta dele e também abraçar o projeto que ele possui para o clube. Isso casou com um desejo meu de poder voltar a atuar perto da minha família, estar mais próximo dos meus pais, dos meus 18 anos de carreira profissional, passei 14 atuando por clubes europeus e jamais tive o privilégio de atuar vendo os meus pais acompanhando da arquibancada. Tenho de reconhecer que esses dois fatores foram preponderantes para que pudesse voltar a atuar no Rio Grande do Norte”, explicou Márcio Mossoró.

Com relação a Souza, ele só tem elogios a realizar. Disse que sempre foi fã do ex-camisa dez americano e que a presença dele no comando do clube passa uma imagem de muita credibilidade, o que tem facilitado as conversas da diretoria na busca por reforços.

“Nunca havia conversado pessoalmente com o Souza, antes desse contato. Conhecia apenas de acompanhar de longe a carreira dele e sempre fui muito fã da forma como ele jogava futebol, com categoria e com uma ampla visão de jogo, então quando soube que Souza havia assumido à presidência do América, passei a ver a possibilidade de volta ao RN com outros olhos. Na realidade comecei a manter contatos com Moura, em meados de novembro, que ligou para um amigo meu em comum e que fez essa ponte. Ele já havia sido informado que eu desejava voltar a atuar por um clube potiguar e então as conversas foram amadurecendo em torno do novo projeto para o América”, afirmou.

O jogador acredita que com a decisão de vestir a camisa alvirrubra na temporada de 2022, estará unido o útil ao agradável. Se o América está necessitando de um nome como o dele para comandar a equipe, por sua vez o jogador acredita estar no grupo certo, para mostrar que ainda tem muito a dar ao futebol do seu estado natal.

“Moura disse que estava montando um grupo muito jovem e necessitava de uma peça para comandar a garotada dentro de campo, com experiência, e que eu me encaixaria bem dentro do projeto. Então marcamos um encontro no escritório do Souza, trocamos algumas ideias, como um atleta ambicioso fiquei ciente da ambição da nova diretoria americana. Souza disse que junto comigo, queria fazer o América a subir degraus no cenário nacional, ele foi muito sincero comigo sobre a situação do clube e quero antecipar que não vim para ganhar nenhuma bolada de dinheiro, eu simplesmente decidi abraçar o projeto do Souza e desejo marcar meu nome na história do clube também”, salientou.

Mossoró disse ter recebido propostas de outros clubes, reforçando que o lado financeiro não teria sido preponderante para aceitar a proposta americana, uma vez que também vinha sendo sondado por clubes de outros países.

“Recebi proposta do Potiguar, Globo e também cheguei a manter uma conversa inicial, que não avançou, com os representantes do ABC, teve outra do Ferroviário-CE e outros clubes de fora, onde não tinha interesse em atuar. Estava determinado a jogar no RN e tanto que as conversas com o América foram muito rápidas. A conversa frente a frente com o Souza fez toda a diferença para minha decisão”, frisou.

Com relação a diferença do América atual para os demais grupos montados anteriormente e que só fizeram patinar na ambição de voltar a sentir o gosto do acesso no Brasileirão, Márcio Mossoró elenca alguns fatores e crava que o clube atual será bem diferente.

“A diferença do América de 2022 para o dos outros anos, inicia pela própria presença de Souza na presidência do clube. Acredito que com o nome que ele possui, não aceitaria assumir o cargo se não tivesse a ambição de realizar um grande trabalho. Renatinho também é um diferencial para o clube, a forma como ele trabalha, a convicção que tem nas peças que trouxe ajuda também a mudar a cara do clube. Também acompanhei alguns jogos do América na Série D e vi um América muito intenso e de minha parte, tenho certeza que a nossa temporada será excelente. A partir do dia 9 de janeiro todos terão a oportunidade de ver um novo América”, destacou.

Com informações da Tribuna do Norte

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