Haroldo Azevedo admite disputa pelo governo e defende Geraldo para o Senado

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Durante entrevista ao Jornal 96, na Rádio 96FM, na manhã desta segunda-feira 26, o empresário Haroldo Azevedo cogitou a possibilidade concorrer ao governo do Estado e defendeu a candidatura do ex-senador Geraldo Melo para o Senado. Ele está em uma “maratona” pelo interior do estado, em busca de apoios. Segundo Haroldo, será a partir dessas viagens que irá sair sua decisão referente as eleições de 2022.

“Iniciei uma série de viagens desde maio, visando uma parceria com colegas de rádio, visando perspectivas de negócios e rever os amigos. É possível fazer um trabalho, buscando saber as necessidades do povo do meu estado. Politicamente sou atrelado a Geraldo Melo, se ele for candidato serei suplente dele, se não, serei candidato ao Senado, e dentro de uma possibilidade maior, posso também disputar o governo do estado. Minha preferência seria que Gerado fosse senador, ele está muito bem de saúde e tem condições de concorrer”, avalia.

O empresário se diz cansado da “política de caciques” e defendeu uma política diferente da existente. “Eu estou querendo fazer uma política diferente, participativa, ouvindo os anseios da população, baseada na gestão privada dentro da gestão pública. Eu não estou satisfeito com a política atual. Estamos vendo os senadores deixando pautas importantes, perdendo tempo montando palanque para 2022 com essa CPI do circo. Isso é uma palhaçada”.

Para ele, há uma antecipação da corrida eleitoral para o ano que vem, diz, apesar de também já estar nessa corrida. “Toda chapa tem que ser combinada com o povo. Eu estou conversando com todo mudo, trabalhadores, população. Eu nunca vi um período de eleições tão precoce para discursão por cargos. Com isso tive que partir cedo para mostrar quem sou. Já percorri mais de 30 municípios, e pretendo andar em todos pelos menos três vezes antes das eleições. Poderei ser um pré-candidato ao Senado ou ao governo do Estado”.

Sobre a atual situação econômica do RN, o empresário se diz preocupado com o desemprego. “Minha grande preocupação econômica hoje é a questão do emprego. O emprego é o que dá dignidade ao povo. Não é possível ficarmos esperando por essas esmolas que o governo dá ao povo. O Rio Grande do Norte tem três pilares econômicos, mineração, fruticultura e o turismo, que é o segmento que mais tem sofrido com essa pandemia. Estamos vindo desde 2016 de uma crise social, política e econômica, que piorou com a pandemia”.

Haroldo defende que o projeto de reforma tributária que tramita no Congresso seja discutido amplamente com o trabalhador e empresariado. “É preciso que haja um bom senso por parte do governo. A reforma que está vindo aí não está agradando a parte empresarial. Espero que os trabalhadores e o empresariado sejam ouvidos antes de sua aprovação. Em vez de estar discutindo a CPI, era para estar discutindo isso”.

Sem partido, Haroldo alega diz que saiu do PSDB porque a legenda não o representava mais. “Estou conversando com vários partidos, hoje não tenho nenhuma definição”.

Agora RN

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