Dia: 14 de julho de 2021

Inscrições para o processo seletivo do curso técnico em Fruticultura do Senar terminam na sexta


O período de inscrições para o processo seletivo do curso técnico gratuito e a distância em Fruticultura está na reta final. Os interessados têm somente até sexta (16) para concorrer às vagas disponíveis para o segundo semestre. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no link https://bit.ly/3kbSPWe.

A formação técnica em nível médio oferecida pelo Senar está focada em no setor em expansão e valoriza profissionais de alta qualidade técnica. O curso é reconhecido pelo Ministério da Educação. Embora seja ofertado na modalidade a distância, no momento da inscrição o candidato precisa escolher um dos polos de ensino distribuídos de acordo com a disponibilidade de vagas para as atividades presenciais.

O técnico em Fruticultura é especializado nos processos da cadeia produtiva da fruticultura de acordo com as boas práticas agrícolas, normas técnicas, legislações e necessidades do mercado. As oportunidades do mercado de trabalho para esse tipo de profissional vão desde empresas de grande, médio e pequeno porte, até a atuação autônoma.

No Rio Grande do Norte são 80 vagas distribuídas nos Polos Mossoró, São Gonçalo do Amarante, Apodi e Afonso Bezerra.

Para acessar mais informações sobre o processo seletivo e realizar a inscrição, clique aqui: https://bit.ly/3kbSPWe

Artigo Ney Lopes: “Dois 14 de julho na França”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal, professor de direito constitucional da UFRN e advogado

Hoje, 14 de julho, a data nacional da França.

Há dois 14 de julho na história da revolução francesa.

O de 1789, lembrado como a histórica “Tomada da Bastilha”, término do absolutismo monárquico e o início da Revolução.

E o 14 de julho de 1790, a grande festa da federação.

Afinal, qual deles marca a revolução francesa?

Em 9 de julho de 1789, o rei Luís XVI percebeu o início da insurreição popular e a adesão de pensadores franceses às ideias do iluminismo, movimento intelectual, que inspirara a revolução americana (1776) e pregava maior liberdade econômica e política.

Diante da crise econômica gravíssima, o monarca proclamou a abertura da Assembleia Nacional Constituinte, como tentativa de apaziguar os ânimos políticos.

Entretanto, o movimento já estava nas ruas e irrompeu cinco dias depois (14 de julho).

Iniciava-se processo, revolucionário causado pela fome do povo, que levou as massas a invadirem castelos e mosteiros, pilhando e saqueando as propriedades.

A Bastilha era uma prisão, símbolo do antigo regime, tendo sido tomada pela população parisiense.

Ocorreu verdadeiro banho de sangue, quando centenas de pessoas morreram, inclusive a decapitação do governador de Paris. A revolta chegou as áreas rurais, com maior intensidade.

O segundo 14 de julho é de 1790, ocorreu um ano depois, na chamada “Festa da Federação”.

Em Paris, o clima era de esperança e otimismo. A reconciliação nacional parecia próxima.

Diante disso, a população decidiu festejar nas ruas as conquistas alcançadas, após a queda da Bastilha.

Nesse primeiro ano, ocorreram muitos avanços: os bens do clero foram confiscados; os nobres perderam a maioria de seus privilégios; aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que assegurava, ao cidadão os direitos civis; liberdade de pensamento e expressão; igualdade perante a lei; defesa da propriedade; direito de se rebelar contra os abusos do governo.

O rei Luiz XVI continuou no trono, com poderes reduzidos pela Assembleia Constituinte.

A principal razão para os festejos foi a reconciliação popular com a monarquia.

A “Festa da Federação” teve o propósito do esquecimento, perdão das violências e o sangue derramado.

A França vivia a “fase otimista da revolução”, que parecia caminhar para um final feliz, com a união da nação, da lei e do rei.

Infelizmente, o 14 de julho de 1790, que comemorou a unidade nacional, não sobreviveu por muito tempo.

A revolução prosseguiu com mortes e o assassinato do rei e da rainha, três anos depois.

Seguiram-se os períodos do terror, Robespierre, de Napoleão Bonaparte.

O exemplo revolucionário francês estimulou movimentos semelhantes na Holanda, Bélgica e Suíça; com apoio na Itália, Alemanha, Áustria, Inglaterra e Irlanda. Chegou até o Novo Mundo e influenciou a a independência nas colônias portuguesas e espanholas.

Diante da coincidência dos episódios históricos, ocorridos no dia 14 de julho de 1789 e 1790, surgiu um debate sobre qual deveria ser considerada a data nacional francesa.

A tomada da Bastilha fora um motim popular sangrento.

A Festa da Federação, comemoração pacífica e reconciliadora.

Tudo convergiu para considerar a Festa da Federação, a data em torno da qual a maioria poderia concordar.

Em 1880, o governo francês proclamou o 14 de julho como a data nacional, numa lei, cujo texto “não mencionou o ano”.

Porém, o senador Henri Martin, que rascunhou a Lei do Dia Nacional, na sua proposta se referiu ao ano de 1790.

Na memória popular, até hoje, a data continua associada a tomada da Bastilha, em 1789.

Em Paris, os festejos se concentram na praça da Bastilha, com shows e espetáculos ao ar livre, para brindar o fim o despotismo e a chegada da soberania popular.

Os valores cultuados à época da Revolução Francesa continuam atuais e merecem reflexões, no período de reconstrução que se inicia, após a pandemia devastadora.

O lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, que inspirou o movimento histórico, deverá servir de exemplo à democracia brasileira, neste momento de tensões e inquietações políticas repetidas.

O valor nacional a ser preservado, a qualquer custo, é a estabilidade do nosso Estado Democrático de Direitos, com o respeito a supremacia da vontade popular, preservação da liberdade e igualdade de direitos, que traduzem a universalidade da cidadania.

Esses valores serão alcançados, a partir da legitimidade das próximas eleições gerais de 2022, realizadas com base na Constituição vigente, que conduzirão a nação para a governabilidade indispensável, na difícil tarefa de reconstrução após a pandemia

TJRN nega recurso de Jacó, e Kelps tentará instalar CPI da Covid hoje

ALRN/Divulgação

O deputado estadual Kelps Lima anunciou nesta terça-feira (13) que o desembargador Cornélio Alves negou recurso do deputado Jacó Jácome (PSD) contra decisão da juíza da 8ª Vara Cível, Arklenia da Silva Pereira, que negou liminar para revogação dos efeitos da suspensão parcial de suas atividades parlamentares pela Executiva Estadual do partido.

Em sua decisão, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte afirmou que “somente com a regular instrução do feito, a pretensão do recorrente (Jacó Jácome) poderá ser melhor perquirida, visto que, tratando-se de matéria que guarda relação com questões interna corporis do partido político, somente um perigo real, concreto, seria hábil a subsidiar eventual intervenção excepcional do Poder Judiciário, o que não se visualiza neste juízo de delibação”.

“Lembrando que foi por causa desta ação que a bancada governista conseguiu adiar a CPI da Covid na Assembleia”, disse Kelps, acrescentando que o “Governo do Estado que tenta brecar a CPI”.

Após a nova derrota da bancada governista, Kelps afirma que tentará novamente, nesta quarta-feira (14), instalar a CPI e começar as investigações. “Não tenho ilusões. O Governo fará mais tentativas, mas tenho segurança que a CPI sairá”, escreveu o deputado nas redes sociais.

Grande Ponto

Benes reconduzido como líder da bancada federal

O deputado Benes Leocádio, que vem tendo uma grande visibilidade na política do RN, aquele deputado que sempre embarca nas viagens com os ministros potiguares, como também do Presidente Bolsonaro, foi reconduzido para liderar a bancada federal do RN.

Leocádio, obteve votos de parlamentares da base do presidente Bolsonaro e também da oposição.

MPRN inicia série de reuniões com prefeitos e secretários de Educação para tratar retomada das aulas presenciais

MPRN inicia série de reuniões com prefeitos e secretários de Educação para tratar retomada das aulas presenciais

Nesta terça (13), representantes de 20 municípios participaram da primeira reunião. Objetivo é garantir o direito à educação em todas as cidades potiguares

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) iniciou nesta terça-feira (13) uma série de reuniões com prefeitos e secretários municipais de Educação para tratar da retomada das aulas presenciais em todas as cidades potiguares. As reuniões são feitas em parceria com a Federação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte (Femurn) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (Undime/RN). Para possibilitar a participação de todos, as reuniões são feitas de maneira virtual.

“Esse encontro teve a finalidade de discutir o retorno das aulas presenciais nas redes municipais de ensino e visa a soma de esforços por parte das instâncias competentes para garantir o direito à educação dentro da máxima dos princípios da prioridade absoluta e da proteção integral”, falou a procuradora geral de Justiça (PGJ), Elaine Cardoso.

Dos 167 municípios potiguares, apenas 21 estão com aulas presencias atualmente. “O que se pretende é uma retomada imediata, mas de forma segura. Para isso, tem que ser atendido o protocolo de biossegurança e as condições epidemiológicas locais estarem favoráveis. E essa retomada não é integral, mas gradual, por níveis de ensino e percentual de alunos por turma”, complementou a procuradora geral de Justiça.

De acordo com decisão judicial proferida após uma ação do MPRN, a Justiça potiguar decidiu que as aulas presenciais nas escolas estaduais serão retomadas no dia 19 de julho. Na primeira semana, será feito o acolhimento dos profissionais da educação. A partir da segunda semana, as aulas com a presença de alunos voltam de forma híbrida e gradual. “Para que tudo dê certo, é muito importante o diálogo com a comunidade escolar, com a apresentação do protocolo a ser implementado para o convencimento do retorno do aluno à escola”, concluiu Elaine Cardoso.

Além de Elaine Cardoso, a chefe de gabinete da PGJ, Isabelita Garcia, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania, Thatiana Fernandes, e promotores de Justiça em atuação nos municípios convidados também participaram da reunião desta terça-feira. Estiveram presentes representantes das cidades de Ceará-Mirim, Luís Gomes, Taipu, Pureza, Umarizal, Passa e Fica, Arez, Senador Georgino Avelino, São José de Mipibu, Canguaretama, Baía Formosa, Vila Flor, Goianinha, Espírito Santo, Tibau do Sul, Extremoz, Maxaraguape, Macaíba, Bom Jesus, Ielmo Marinho, Pedro Velho, Nísia Floresta, Parnamirim, Touros, São Miguel do Gosto e Rio do Fogo.