Dia: 13 de abril de 2021

47% dos municípios dizem que pode faltar oxigênio nos próximos dias

Um levantamento do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) com 2.465 municípios em todo o país mostra que 1.105 deles, ou 47%, temem faltar oxigênio nos próximos dez dias. Questionadas se as cidades teriam capacidade de suportar aumento na demanda, com aumento de casos, 65,1% disseram que não teriam mais oxigênio para os pacientes.

Os municípios, especialmente os pequenos, relatam dificuldade de compra. Algumas empresas, inclusive, já avisaram gestores municipais que sua capacidade de produção está perto do limite por conta da falta de insumos.

— Com o dinheiro federal, conseguimos ampliar nosso tanque de oxigênio e construir uma usina. No entanto, se parte das empresas diminuírem o fornecimento, os hospitais que funcionam apenas com cilindros vão ter falta — explica Rogero Leite, secretário de Saúde de Corumbá (MS), um dos maiores municípios que afirmou, ao Conasems, temer falta de oxigênios em até dez dias.

Das 2.465 cidades que responderam à pesquisa, 1.683 são abastecidas de oxigênio exclusivamente por cilindros.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que um grupo de 12 empresas doará mais de 5 mil concentradores de oxigênio que devem atender, mensalmente, até 20 mil pacientes, substituindo, em média, 21 cilindros de oxigênio.

Falta material de proteção

Além da falta de oxigênio, os municípios também relataram falta de equipamentos de proteção individuais básicos. O desabastecimento afeta não só os profissionais que atuam na linha de frente contra a pandemia mas também os envolvidos em todo tipo de procedimento hospitalar.

No questionário, que foi encerrado na semana passada e atualizado segunda-feira (12), 53,6% dos municípios disseram que há risco de faltar luvas em até dez dias, 49,6% apontaram risco de faltar máscara, 43,5% temem a falta de testes para Covid-19, 39,1% estão ficando sem aventais, 33% podem ficar sem capote e 30,4% estão no limite até da oferta de álcool gel.

No entanto, na avaliação do secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira, a falta de medicamentos do kit intubação e de oxigênio são os mais preocupantes.

— Luvas e máscaras o município consegue comprar e o Ministério da Saúde já fez algumas distribuições. O que preocupa mais é a falta de medicamento para intubação porque a curva no uso segue ascendente — afirma o secretário, acrescentando que com mais adultos jovens internados, o consumo é ainda mais veloz, porque eles requerem maior fluxo de oxigênio, exigem mais medicamentos e ficam mais tempo nas UTIs.

Segundo Junqueira, no sábado (9), regiões de Minas Gerais tinham medicamento para mais 24 ou 48 horas no máximo, então foi feita uma distribuição de emergência. Outra distribuição similar seria feita segunda-feira para Santa Catarina e, ao longo da semana, para outros estados. Sempre com quantidades “a conta gotas”.

Pesquisa semanal da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgada na sexta-feira (9), com mais de 3.100 municípios, mostrou que em 1.207 (ou 38,1%) localidades brasileiras, existe o risco iminente de faltar medicamentos do chamado “kit intubação”. Já o risco de faltar oxigênio ocorre em 589 (ou 18,6%) municípios que participaram do levantamento.

Na pesquisa anterior, de 1 de abril, o risco de desabastecimento de medicamentos para intubação estava presente em 1.141 cidades e de faltar oxigênio, em 625.

Para conter o desabastecimento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reduziu o prazo de quarentena para validação de medicamentos de 14 para sete dias. Junqueira afirma que há um acordo sendo costurando com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para compra de um grande lote de drogas, que seriam suficientes para 120 dias, “aí vamos respirar e a indústria nacional terá tempo para se recompor”.

O Ministério da Saúde confirmou a compra da Opas e afirmou que, nesta semana, um grupo de empresas vai doar mais de 3,4 milhões de medicamentos, que serão distribuídos imediatamente aos entes federativos.

O GLOBO

Ajuda federal foi fundamental para RN não entrar em colapso, diz secretário de Tributação

O secretário de Tributação do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, admitiu que sem os recursos enviados pelo Governo Federal ao Rio Grande do Norte o Estado teria entrado em colapso financeiro durante a pandemia. Para o auxiliar da governadora Fátima Bezerra (PT), a ajuda do Governo Bolsonaro foi “fundamental”, inclusive, para manter o pagamento em dia dos salários dos servidores.

“Foi fundamental pra a gente atravessar esse momento, sem esses recursos a gente teria colapsado aqui no Estado, não teria condições financeiras de expandir a rede assistencial que a gente tem, a gente não teria condições de manter – esses recursos de livre uso que se chama – de manter os pagamentos dos servidores em dia, esses recursos foram fundamentais”, disse o secretário em entrevista ao Repórter 98 nesta segunda-feira (12).

O secretário também dividiu os méritos do envio desses recursos com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

“Eu não tenho procuração pra fazer isso, mas a gente cabe a César o que é de César: o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi fundamental nesse processo e também no auxílio emergencial, que inicialmente era de R$ 200 e passou a R$ 600”, lembra.

GRANDE PONTO

Comissão vai fiscalizar hospitais e serviços de saúde de Natal

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Câmara Municipal de Natal realizou, nesta segunda-feira (12), uma reunião na qual os parlamentares fizeram a leitura do relatório da primeira fiscalização sobre o funcionamento dos transportes públicos durante a pandemia, estabeleceram visitas fiscalizatórias nas unidades de saúde da cidade e designaram projetos de lei para relatoria.

O presidente da Comissão, vereador Preto Aquino (PSD), informou que no próximo sábado (17) será feita uma fiscalização nos hospitais com o objetivo de avaliar os serviços de combate ao novo coronavírus oferecidos pelo Governo do Estado do RN. “Fiscalizar as ações do Poder Público é uma das prerrogativas deste colegiado e cumpriremos a nossa missão”, pontuou.

Seguindo o mesmo tema, a vereadora Camila Araújo (PSD) levantou questionamentos sobre a desativação de 40 leitos para a Covid-19 que estavam instalados na Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer – Hospital Luiz Antônio, no bairro das Quintas. De acordo com a parlamentar, “faz-se necessário esclarecer a situação junto à Secretaria de Saúde do Estado”.

Já o vereador Luciano Nascimento (PTB), falou sobre o relatório da fiscalização nos transportes públicos. “O documento atesta que os ônibus continuam lotados e com deficiência do processo de higienização nos veículos, o que deixa trabalhadores e usuários à mercê da proliferação do novo coronavírus. Com base nestas conclusões, vamos apresentar um ofício aos órgãos reguladores e cobrar o cumprimento dos protocolos de segurança aprovados nesta Casa”.

Entre as matérias designadas para relatoria, destaque para a de autoria do vereador Felipe Alves (PDT) que cria praia inclusiva para pessoas com deficiência. “Trata-se de um projeto com ações inclusivas em atividades de lazer e turismo importantes para a promoção da cidadania em nosso município”, avaliou o vereador Herberth Sena (PL), que fará a relatoria do texto.

São Paulo do Potengi registra 9 novos casos de covid-19 nesta segunda (12); Hospital Regional com 100% dos leitos críticos ocupados

O município de São Paulo do Potengi registra na noite desta segunda-feira(12) 9 novos casos positivos de covid-19, desde o último boletim do dia 9 de abril. Desde o inicio da pandemia, a cidade já registra 950 casos confirmados. Sendo 880 recuperados; 44 em monitoramento; 1.436 descartados; 26 óbitos; 122 aguardando resultado dos exames e 2.508 casos notificados.

De acordo com os dados da plataforma do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, o Hospital Regional de São Paulo do Potengi está com 100% de leitos críticos ocupados para covid-19 até a publicação desta matéria.