Dia: 30 de março de 2021

RN aumenta em 55% o número de leitos Covid em um mês

Queda de 30% nas solicitações por leitos de UTI é reflexo do incremento dos leitos e dos decretos emitidos pelo Governo

O Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em articulação com os municípios, aumentou em 55% o número de leitos de UTI Covid no Rio Grande do Norte desde o dia 17 de fevereiro até o momento. Foram abertos 134 novos leitos críticos de UTI, sendo que apenas em março foram 74 leitos de UTI e 69 clínicos. O planejamento do estado é de que mais 91 leitos sejam disponibilizados nos próximos dias, sendo 71 de UTI.

Hoje, o RN conta com 804 leitos cadastrados no Regula RN, todos exclusivos para atendimento Covid. “A fila de UTI hoje é a metade do que visualizamos dias atrás. É uma redução considerável, reflexo de muito trabalho e reflexo das medidas restritivas”, afirma a secretária-adjunta da Saúde Pública, Maura Sobreira.

De acordo com a gestora, outro ponto que merece destaque é a fila, praticamente zerada, por leitos clínicos. O quadro positivo é fruto da expansão de leitos clínicos em todas as regiões do estado. “A expansão regionalizada de leitos é fundamental para que os pacientes tenham atendimento em todas as regiões de saúde. Temos hoje duas centrais reguladoras de leitos, na Região Metropolitana e no Oeste, e buscamos investir de forma regionalizada, para que tenhamos cada vez menos deslocamento de pacientes no estado e que eles possam ter atendimento garantido e digno”, complementa Maura.

Confira os leitos disponíveis abertos e os que irão abrir:

Região Metropolitana

– Hospital Alfredo Mesquita em Macaíba: em funcionamento 10 de UTI e foram abertos 8 leitos clínicos ✔

– Hospital Giselda Trigueiro: 11 leitos de UTI foram abertos na expansão e hoje são 35 no Regula RN ✔

– Hospital Coronel Pedro Germano (Hospital da Polícia): 10 leitos de UTI em expansão, foram abertos 5.

– Hospital João Machado: previsão de expansão de 40 leitos de UTI e 10 clínicos . Hoje o hospital tem 35 leitos abertos de UTI e 15 clínicos, serão 75 leitos críticos e 25 clínicos com a expansão que contará com 100 leitos de atendimento Covid.

– Hospital de Campanha de São Gonçalo: 10 leitos de UTI e 10 leitos clínicos ✔

– Hospital Belarmino Monte – 10 de uti e 10 clínicos ✔

– HUOL – 16 de uti e 4 clínicos ✔

Oeste

– Hospital Rafael Fernandes: 16 leitos clínicos, no momento com 10 leitos de UTI e 21 clínicos. Serão abertos mais 5 leitos clínicos ✔

– Hospital Regional Tarcísio Maia: 11 abertos e serão abertos ainda mais 2 leitos de UTI ✔

– Hospital São Luiz: 10 leitos de UTI ( atualmente com 50 leitos de UTI) e mais 10 leitos clínicos ✔

– Hospital da Liga Mossoroense: 12 leitos de UTI com previsão de abertura

– Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira Silva (Caraúbas): 5 leitos clínicos e 2 leitos de suporte ventilatório ✔

-Hospital Regional Hélio Marinho (Apodi): abertos novos 2 leitos de uti e 7 leitos clínicos, atualmente dispondo de 5 de UTI e 15 leitos clínicos, previsão de abertura de mais 10 clínicos.

Seridó

– Hospital Regional Telecila Freitas Fontes (Caicó): 5 leitos críticos. Atualmente dispondo de 35 leitos de UTI e 13 leitos clínicos. ✔

– Hospital Regional Mariano Coelho (Currais Novos): 2 leitos clínicos abertos, dispondo atualmente de 5 leitos de uti e 9 clínicos. ✔

Mato Grande

– Hospital Regional Josefa Alves Godeiro (João Câmara ): prevista abertura de novos 4 leitos críticos. Atualmente dispõe de 5 leitos de UTI, 11 leitos clínicos e 3 leitos de suporte ventilatório pulmonar.

Potengi

– Hospital Regional Monsenhor Expedito (São Paulo do Potengi): prevista expansão de 4 leitos críticos. Atualmente dispõe de 6 leitos de UTI e 10 leitos clínicos.

Agreste

– Hospital Regional Lindolfo Gomes Vidal (Santo Antônio): 6 leitos críticos abertos e previsão de expansão de mais 4 leitos

Alto Oeste

– Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade (Pau dos Ferros): 5 leitos críticos abertos, dispondo atualmente de 15 leitos de UTI e 10 clínicos, além de 3 leitos de suporte ventilatório. Previsão de abertura de mais 5 leitos clínicos.

Vale do Açu

– Hospital Regional Dr. Nelson Inácio dos Santos (Assu): ampliou 6 leitos clínicos, dispondo atualmente de 10 leitos de uti e 6 clínicos. ✔

Leitos disponíveis no Regula RN: 816

374 críticos

442 clínicos

 

Governadora dialoga com representantes de escolas particulares do RN

Estado articula estratégias em defesa do Pacto pela Vida e recebe sugestões do setor privado de ensino

O Governo do Rio Grande do Norte esteve reunido nesta terça-feira (30) com representantes do setor privado de ensino para conversar sobre as medidas de restrição adotadas para combater o avanço da pandemia e a possibilidade de retomada das aulas presencias. Até o dia 2 de abril, está em vigor o Decreto Nº 30419, de 17 de março de 2021, que determina “medidas de isolamento social rígido” em todo o estado, suspendendo atividades não essenciais e aulas presenciais a fim de reduzir a pressão no sistema de saúde.

A governadora, professora Fátima Bezerra, recebeu as sugestões do segmento e apresentou o cenário atual da pandemia, ainda com elevadas taxas de ocupação de leitos críticos, apesar da expansão de UTIs promovida pelo Governo. “Nosso dever é escutar a sociedade civil. O Pacto em Defesa da Vida não é um slogan, é um exercício da nossa gestão. E significa isso que estamos fazendo, diálogo permanente com todos os poderes, sociedade civil, setor produtivo, empresarial, no caso aqui as escolas privadas”, disse, avisando que tudo será considerado para a tomada de novas decisões.

“A nossa proposta seria de trabalhar o modo híbrido, com 50% dos alunos, o que diminuiria 50% a circulação. Não vou dizer que na escola não tem Covid, mas o risco é menor, porque temos acompanhamento de protocolo”, disse o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Natal, Alexandre Marinho.

Presidente da Associação dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Rio Grande do Norte (AEEP), Eduardo Campos reiterou o pedido, elogiando a participação da representante potiguar no Fórum de Governadores. “Sei que a senhora busca a vacinação para os profissionais da Educação e da Segurança, além dos da Saúde que já foram contemplados.”

Fátima salientou que entende que a suspensão das aulas gera impacto financeiro para os donos de estabelecimentos escolares e para o emprego de centenas de pessoas e que as decisões consideram esse aspecto, além da crise sanitária. “Eu não faço essa dicotomia entre vida, emprego e economia. Sem vida não vai ter economia e emprego. Respeito os que pensam diferente, mas não consigo enxergar essa divergência”, ponderou a governadora.

A chefe do Executivo estadual lembrou ainda que parte dos estudantes de escolas públicas estão sem qualquer atividade há mais de um ano por não terem acesso à internet e que é urgente ampliar a vacinação para a retomada das aulas em todas as escolas. “O país vai muito mal no enfrentamento à pandemia. Nós da Educação entendemos a importância da ciência. Demos o azar de ter a maior autoridade do país desprezando a ciência, desdenhando do uso da máscara, incentivando aglomeração, e não dando atenção ao Plano Nacional de Imunização”, destacou.

A mediação do encontro foi do secretário de Estado da Educação, Getúlio Marques, contando ainda com a secretária adjunta do Gabinete Civil, Socorro Batista. Participaram também representantes do Conselho Estadual de Educação e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

LAIS recomenda que decreto de isolamento social rígido seja prorrogado com toque de recolher integral no fim de semana no RN

Imagem mostra uma das entradas de Natal, pela BR-101, vazia durante pandemia do coronavírus — Foto: Sandro Menezes

Os cientistas do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) – alguns integram também o comitê científico do RN – recomendaram nesta segunda-feira (29) que o governo do Rio Grande do Norte prorrogue até o próximo domingo (4) o atual decreto de isolamento social rígido que tem validade até o dia 2 de abril.

No documento, os cientistas ainda recomendam que se faça um toque de recolher integral de 48 horas – das 5h do sábado (3) até 5h da segunda-feira (5).

A intenção dos especialistas com as medidas é evitar aglomerações durante o feriadão da Semana Santa em todo o Rio Grande do Norte.

“Esse toque de recolher de 48 horas é a circulação zero de pessoas em todo o RN, como nós já vimos em outro momento, que aumentou de maneira expressiva a taxa de isolamento social de todo o estado”, explicou o diretor executivo do LAIS, Ricardo Valentim.

No relatório, os cientistas indicam que março tem sido um dos piores meses desde o início da pandemia e que isso exigiu medidas mais duras, já que houve recorde de internações e o terceiro maior número de mortes e também o terceiro maior número de casos confirmados durante o mês (veja o relatório na íntegra).

Os especialistas apontam, no entanto, que após a implantação de medidas mais duras no estado e especialmente em Natal e Região Metropolitana, houve uma melhora da situação, ainda que a situação siga sendo considerada crítica.

“Com base nas análises realizadas, é possível afirmar que a situação de saúde do estado, em virtude da pandemia, ainda é considerada grave. Todavia, já é possível observar, em todo o RN, uma redução dos pedidos por internação em leitos covid-19. Isso, provavelmente, já pode ser fruto dos primeiros impactos positivos do último decreto publicado”, conclui o documento, que reforça, no entanto, que ainda não é momento de relaxar as medidas.

“Como os resultados, neste momento, ainda são lentos, não é possível falar, agora, em relaxar as medidas sanitárias, ao menos até a Páscoa. É necessário ter uma maior clareza quanto à sustentabilidade na redução das solicitações de internações por Covid-19 por um prazo maior de dias, com o propósito de poder orientar de maneira mais segura as autoridades públicas do estado no que diz respeito ao relaxamento das medidas impostas no último decreto”.

A intenção do LAIS é de que com esse prazo estendido, além de se evitar aglomerações durante o fim de semana, também seja possível entender melhor o impacto das medidas restritivas no combate a pandemia no estado.

“Que o decreto seja estendido pelo menos até o fim da Páscoa. Vai estender mais alguns dias, que é tempo suficiente pra se fazer novas análises e observar como se está essa atenuação, ocupação de leitos, como também redução de pedidos por internação”, explicou Ricardo Valentim.

O médico epidemiologista Ion de Andrade, que também assina a recomendação, é outro que reforça que as medidas já tem impactado na redução da pressão por leitos. Apesar disso, ele reforça que isso também só aconteceu por conta da abertura de novos leitos críticos no estado neste período.

“Influência há do decreto porque a gente tem sempre visto que medidas restritivas diminuem a velocidade do contágio. Outro componente dessa equação é a quantidade de leitos disponíveis, que teve um aumento”, afirmou.

Nesta segunda-feira (29), o estado tinha cerca de 100 pacientes na fila por um leito crítico de UTI – o número na semana passada variava entre 130 e 140. Mesmo com a diminuição, o cenário segue delicado.

“De qualquer maneira, nós continuamos numa situação muito crítica, porque 100 pacientes na fila com perfil crítico não é um número que autoriza a qualquer tipo de flexibilização”, falou Ion de Andrade.

Veja as recomendações do LAIS

  • O atual decreto do estado deve ser mantido até o final da semana da Páscoa (04/04/2021).
  • Implantar, no sábado e no domingo de Páscoa, toque de recolher de 48 horas, iniciando-se às 5h da manhã do sábado (03/04/2021) até às 05h da segunda-feira (05/04/2021).
  • Após a Páscoa, deve ser iniciado o retorno às aulas em formato híbrido com 50% da capacidade para as atividades presenciais.
  • O Governo do Estado e os municípios devem apresentar um plano de retomada gradual das atividades econômicas.
  • Os educadores físicos, por serem profissionais de saúde, devem ser incluídos na lista de vacinação já nas fases prioritárias, pois esses têm um papel social importante e muitos deles estão expostos em academias e também porque trabalham com a população considerada de risco.
  • As Pessoas com Síndrome de Down devem ser priorizadas na vacinação, pois há comprovação científica de que estes fazem parte do grupo de risco, logo não é possível negligenciar essa população.
  • Os gestores públicos não devem investir recursos públicos em fármacos sem autorização da Anvisa, cuja bula do medicamento não conste explicitamente a indicação clínica para covid-19. Ao contrário, todos devem unir esforços em prol da
  • É altamente recomendado que as autoridades públicas do estado e dos municípios invistam em pesquisas clínicas para o enfrentamento a covid-19.
  • As autoridades sanitárias do estado devem alertar a população que a prescrição off-label de medicamentos sem autorização da ANVISA para a covid-19 é algo desaconselhado pela Associação Médica Brasileira. Caso a indicação clínica não conste na bula do medicamento, o paciente deve ser informado de que se trata de um método terapêutico experimental, uma vez que não há evidências científicas de que o mesmo tenha ação profilática e/ou terapêutica contra a covid-19. Além disso, o paciente deverá ser informado de que é preciso manter o distanciamento social adequado, usar máscaras, fazer higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%.
  • Diante dos resultados apresentados em estudos científicos amplamente divulgados e revisados por pares sobre o uso indiscriminado e da automedicação utilizando Ivermectina, Cloroquina e Hidroxicloroquina, é fundamental que o Governo do Estado e demais municípios elaborem um plano de comunicação voltado para população em geral alertando sobre os riscos do uso desses medicamentos.
  • O Estado e todos os municípios precisam, urgentemente, discutir o retorno às aulas das escolas públicas, pois essas são as mais afetadas durante todo o curso da pandemia. As crianças e os adolescentes mais pobres do estado já foram bastante impactados pela falta das aulas presenciais, aspecto esse que poderá ampliar ainda mais a desigualdade social no RN.

G1 RN

Natal tem a mais alta taxa de letalidade por covid-19

Natal possui a mais alta taxa de letalidade pela Covid-19 em quatro cenários analisados por especialistas do Departamento de Infectologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DNIF/UFRN) com base nos dados estatísticos para a doença publicados até o dia 26 deste mês. A análise está dividida em 4 categorias: Natal, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Norte sem Natal e Brasil. Natal possui a taxa de letalidade mais alta (2,97), superior inclusive à nacional, entre os cenários analisados. A letalidade é medida a partir do comparativo do número de mortes e a quantidade de pessoas infectadas em uma determinada área.

Conforme o infectologista e professor do DNIF, Ion Mascarenhas de Andrade, o Brasil possui taxa de letalidade 2,42 e o Rio Grande do Norte, 2,1. Sem a capital potiguar, a letalidade no Estado cairia para 1,82, de acordo com a análise feita pelo professor. Outro dado que chama atenção na pesquisa, é o número de casos por milhão de habitantes. Natal tem 56.138 casos por milhão. O Brasil possui 52.462 casos por milhão e o Rio Grande do Norte, 50.903. Sem Natal, o número cairia para 49.036 no Estado. Esse dado é calculado a partir da quantidade de casos registrados na região analisada, dividida por sua população total e multiplicada por 1 milhão.

O número de óbitos por milhão, que segue a mesma regra dos dados sobre o número de casos, também coloca Natal à frente de todas as categorias estudadas. A capital possui 1.669 óbitos por milhão, enquanto o Brasil tem 1.268 e o Rio Grande do Norte, 1.085 óbitos por milhão, segundo a análise feita pelo infectologista Ion Mascarenhas. Sem Natal, o RN teria 896 óbitos por milhão de habitantes.

Os dados, segundo o especialista, demonstram que não é possível atestar a eficácia do tratamento precoce, já que os números não refletem os efeitos positivos que o uso das drogas (o combinado de ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina) utilizadas para tal, surtiria.

“Em algum grau, dado o tempo de aplicação do dito “tratamento precoce”, nós consideraríamos registrar alterações no cenário epidemiológico compatíveis com a eficácia dessa terapêutica. É importante lembrar que essa terapia não começou agora. Portanto, ela já deveria estar produzindo efeitos que pudessem ser medidos pelos números da epidemiologia. Não é o que os dados da pandemia no Rio Grande do Norte apontam”, explicou Ion Mascarenhas de Andrade.

Nesta segunda-feira (29), ele e outros pesquisadores reuniram a imprensa para expor dados relativos à pandemia da Covid-19 no Estado. Durante o encontro, Ion Mascarenhas de Andrade, apresentou números de uma análise elaborada por ele sobre a Covid-19 no Rio Grande do Norte levando em consideração o uso do chamado “tratamento precoce”, defendido pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias.

“Inclusive, os números da capital são mais preocupantes do que os índices do restante do Estado. Não dá para dizer se são os medicamentos usados para tratamento precoce que estão provocando o aumento desses números. Mas o que eu quero afirmar é que, quando se utiliza uma terapêutica que funciona, esse fator deve ecoar na epidemiologia como uma melhora do contexto geral”, declarou Ion de Andrade.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

Governo Federal autoriza mais 62 leitos de UTI para o RN

Ministério da Saúde autorizou, nesta segunda-feira (29), mais 62 leitos de UTI adulto ao estado do Rio Grande do Norte para atendimento exclusivo aos pacientes graves com covid-19, em caráter excepcional e temporário. A medida reforça a estrutura hospitalar e dá continuidade ao apoio que a pasta vem prestando aos estados, municípios e Distrito Federal desde o início da pandemia.

No total, 7 municípios do Rio Grande do Norte estão sendo beneficiados, conforme portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU). O valor do repasse mensal será de R$ 2.976.000 milhões, retroativo à competência de março.

O Ministério da Saúde tem apoiado irrestritamente os estados e municípios durante a pandemia da covid-19, atendendo com ações, serviços e fornecendo infraestrutura para o enfrentamento da doença. A autorização de leitos de UTI covid-19 ocorre sob demanda dos estados, que têm autonomia para disponibilizar e financiar quantos leitos forem necessários.

A medida fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) e leva atendimento para a população em todo o país. Apesar de estados e municípios terem autonomia para criar e habilitar os leitos necessários, o Ministério da Saúde, em decorrência do atual cenário de emergência, disponibiliza recursos financeiros e auxílio técnico para o enfrentamento da doença. O objetivo é cuidar da saúde de todos e salvar vidas.

COMO FUNCIONA A AUTORIZAÇÃO

O pedido de autorização para o custeio dos leitos covid-19 é feito pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dessas unidades.

Para a autorização, basta que estados e municípios cadastrem a solicitação na plataforma SAIPS observando os requisitos necessários. Os critérios são objetivos, para dar celeridade e legalidade ao processo e garantir o recurso necessário o mais rápido possível.

Entre os aspectos observados nas solicitações de autorização estão a curva epidemiológica do coronavírus na região, a estrutura para manutenção e funcionamento da unidade intensiva e corpo clínico para atuação em UTI.

Veja a lista de cidades beneficiadas:

Grande Ponto