“Acho que já dá para flexibilizar”, diz secretário de Saúde de Natal sobre decreto que fechou serviços não essenciais

Secretário de Saúde de Natal George Antunes. Foto: José Aldenir/Agora RN

O secretário de Saúde de Natal, George Antunes, afirmou acreditar que já é possível flexibilizar as medidas mais restritivas do decreto estadual que fechou os serviços não essenciais no Rio Grande do Norte. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira 29 em entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi.

Questionado sobre uma possível renovação do decreto em vigência, George Antunes sugeriu que as medidas mais rígidas não devem continuar. “Acho que já dá para flexibilizar alguma coisa. O grande segredo é fiscalizar”, disse ele.

Segundo o secretário, o Governo do Estado e a Prefeitura do Natal ainda devem discutir as novas determinações. “O prefeito e a governadora ainda não conversaram sobre isso. Mas, se eu for consultado, a minha opinião é que a gente possa melhorar um pouco essas regras, mas sem relaxar na fiscalização”, afirmou.

Desde o dia 20 de março, apenas atividades consideradas essenciais podem funcionar para atendimento presencial no Rio Grande do Norte. O decreto estadual foi construído em parceria com a Prefeitura do Natal e teve o apoio do prefeito Álvaro Dias (PSDB), que deu entrevistas reforçando a necessidade de isolamento social, tendo em vista as altas taxas de ocupação de leitos críticos Covid e o aumento no número de mortes causadas pela doença.

O atual decreto vale até o fim do dia 2 de abril. O Governo do Estado ainda não se pronunciou sobre a possível flexibilização das medidas restritivas. Em meio à iminente falta de oxigênio e altas taxas de ocupação de UTIs, o RN segue batendo recordes trágicos: março já é o mês com maior número de mortes por Covid-19 em 2021.

Sobre o pleno funcionamento das escolas em Natal, o secretário George Antunes demonstrou preocupação. “Ainda tenho muito receio sobre as escolas. Temos vistos muitos casos [de coronavírus] entre as crianças, precisamos ter muita cautela nesse momento. Principalmente porque não conseguimos incluir dois importantes grupos nessa vacinação: as forças de segurança e os professores”, pontuou.

“[A inclusão dos grupos na vacinação contra a Covid-19] depende do Ministério da Saúde, mas acredito que se o nosso prefeito e a nossa governadora se mobilizarem, com o apoio do Ministério Público, a gente possa intervir nesse ponto”, continuou.

Agora RN

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