Maia chora, agradece a deputados e se despede da presidência da Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chorou no discurso de despedida da presidência da Câmara e disse que não teve a intenção de ofender ninguém no processo eleitoral. Defendeu que “as brigas passaram”.

A fala foi imediatamente antes de o deputado declarar aberta a votação para presidente da Casa e para os outros cargos da Mesa. Se a disputa for resolvida no 1º turno, Maia passa o poder para o eleito imediatamente. Se houver 2º turno, comandará mais uma rodada de votação. “As brigas passaram. Vamos eleger um novo presidente. Tivemos um momento de mais atrito, no meu caso, com a candidatura do deputado Arthur Lira. A ele, e àqueles que o apoiam, se em algum momento se sentiram ofendidos pelo que falei, não foi minha intenção”, disse Maia.

Ele apoia Baleia Rossi (MDB-SP), principal adversário de Arthur Lira (PP-AL) no páreo. Lira é o favorito na eleição. Maia fez as principais críticas ao governo, que apoia Lira, e ao candidato do PP.

Rodrigo Maia está no cargo desde 2016. Chegou ao poder depois da queda de Eduardo Cunha (MDB-RJ). “Foram 4 anos e 7 meses em que tive a oportunidade de conhecer melhor o meu país através de cada um de vocês [deputados]. Através de diálogos, de visitas que fiz de alguns de vocês”, disse Rodrigo Maia.

Ele considerou como um bom momento da gestão a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do Orçamento de Guerra. Trata-se do dispositivo que criou uma conta separada para o governo lançar as despesas do combate à pandemia. “Eu nunca tinha conseguido colocar nesse painel do PSL ao Psol”, referindo-se ao consenso alcançado em torno da proposta. “Quero do fundo do meu coração agradecer a cada um de vocês essa oportunidade [de presidir a Câmara], que é única” .

“Eu lembro que ficava ali na Constituição, aqui ficava o meu pai, Mário Covas, Ulysses Guimarães, José Serra, Delfim Netto, nós tínhamos orgulho do Parlamento Brasileiro.”, declarou o deputado, que é filho de Cezar Maia.

Desde a promulgação da Constituição de 1988, Rodrigo Maia é o deputado que ficou mais tempo seguido no cargo. Michel Temer (MDB) foi presidente da Câmara por mais tempo, mas teve mandatos em períodos distintos.

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