Dia: 1 de fevereiro de 2021

DESPEDIDA: Alcolumbre diz que tentou ‘construir pontes’ enquanto outros queriam ‘destruir’

Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta segunda-feira (1º) que, enquanto esteve na presidência da Casa, “fez de tudo” para construir pontes com outros poderes, enquanto “alguns atores” tentaram “destruir”.

Antes de abrir a sessão que vai definir seu sucessor, que tentou mais acertar do que errar durante seus dois anos de mandato no comando do Congresso Nacional. “Desde o dia da eleição, há 24 meses, acho que conseguimos entregar um Senado mais pacificado, com respeito de pelo menos a maioria dos senadores da República”, avaliou.

“Somos todos muito felizes de vivermos numa democracia, cumpri com as minhas obrigações e continuarei cumprindo. Tive a honra de presidir a Casa por dois anos e tentei acertar mais do que errar. Se Deus me deu virtude é de ouvir, paciência de conversar e vontade de vencer”, disse Alcolumbre.

Ele afirmou ter “certeza absoluta” vai continuar cumprindo seu dever, porque ainda exerce o mandato de senador da República. “Quero dizer que a gente passou um período de muita turbulência, de muita polarização política, de enfrentamento institucional, e teve como presidente do Senado a oportunidade de pedir a pacificação, a união dos brasileiros, ser uma ponte em reação aos outros poderes, quando muitas das vezes, alguns atores faziam de tudo para destruir as pontes”, analisou o ainda presidente do Senado.

Na avaliação de Alcolumbre, é necessário “dar uma resposta para aqueles que mais precisam” como alternativa para conter os problemas sociais ampliados pela crise do novo coronavírus. “Assim como a vacinação, as coisas estão acontecendo, vão acontecer, poderiam ser mais rápidas. Temos a vacina no Brasil. Seja ela de onde for, com autorização da Anvisa. Porque só vamos sair dessa com o povo vacinado”, destacou.

Favorito para assumir a cadeira de Alcolumbre, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) disputa a eleição desta segunda-feira (1º) contra os senadores Simone Tebet (MDB-MS), Major Olímpio (PSL-SP), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Lasier Martins (Podemos-RS). Em sua fala, Alcolumbre confirmou as que eleições para os demais membros da mesa diretora do Senado acontecerá somente amanhã (2).

“Que os candidatos possam debater ideias e, ao final disso, com a eleição, a gente possa ter eleito um presidente ou uma presidenta que possa ajuda o Senado, o Brasil e os brasileiros, porque estamos vivendo muitas dificuldades”, finalizou Alcolumbre.

R7

Rodrigo Pacheco, do DEM, é eleito presidente do Senado

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito em primeiro turno nesta segunda-feira (1º), em votação secreta, presidente do Senado e do Congresso Nacional pelos próximos dois anos.

Pacheco recebeu 57 votos e superou os 21 recebidos por Simone Tebet (MDB-MS), única outra candidata a permanecerna disputa até o fim. A candidatura contou com o apoio do presidente Jair Bolsonaro e de 11 partidos, entre os quais estão siglas de oposição, como o PT, a Rede e o PDT.

A eleição do senador do DEM é também uma vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP), agora ex-presidente do Senado. Alcolumbre atuou como principal cabo eleitoral de Pacheco desde dezembro do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a possibilidade de reeleição nas Casas do Congresso.

Ao lado do colega de partido, Alcolumbre conseguiu reunir apoio suficiente para eleger o sucessor em uma única votação, sem necessidade de segundo turno. A segunda rodada de votação só aconteceria se nenhum dos candidatos conseguisse mais de 41 votos.

O ex-presidente do Senado negociou, inclusive, com o MDB, a maior bancada da Casa, hoje com 15 senadores, que abandonou a candidatura de Simone Tebet de olho em vagas na Mesa Diretora e no comando de comissões.

Major Olimpio (PSL-SP), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Lasier Martins (Pode-RS) também começaram a segunda-feira como candidatos ao posto, mas anunciaram a retirada da candidatura ao discursar em plenário, à tarde. Os três manifestaram apoio e voto para Simone Tebet.

O plenário do Senado é composto por 81 parlamentares, mas apenas 78 votaram. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) está licenciado do mandato e os senadores Jacques Wagner (PT-BA) e Jarbas Vasconcellos (MDB-PE) disseram se ausentar por motivos médicos.

Dos que compareceram, 13 votaram em urnas levadas à Chapelaria (uma das entradas do Congresso) e ao Salão Azul para evitar a aglomeração em meio à pandemia de Covid-19. Os outros 65 votaram em plenário.

G1

RN registrou 1,3 mil acidentes em 2020 nas rodovias federais que cortam o estado

Foto: Bruno Vital/G1

Em 2020, o Rio Grande do Norte registrou 1.333 acidentes nas rodovias federais que cortam o estado, sendo 1.073 com vítimas (mortos ou feridos). O dado é da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e consta no balanço anual divulgado nesta segunda-feira (1º) pela entidade. A BR-101, que liga o estado potiguar ao Rio Grande do Sul, foi a rodovia que teve o maior número de acidentes no ano passado, com o total de 8.715 acidentes de trânsito, sendo 514 no RN.

Apesar do número de acidentes ainda ser considerado alto, observou-se uma redução no quantitativo, acompanhando a tendência de queda registrada no Brasil desde 2014. Em comparativo com 2019, o ano passado mostrou uma diminuição de 7,2% no total de acidentes, já que em 2019 foram registrados 1.437 acidentes nas rodovias federais que cortam o RN.

O percentual de redução do RN é maior que o nacional. Isso porque, segundo o Painel CNT de Consultas Dinâmicas de Acidentes Rodoviários, no ano passado, foram registrados 63.447 acidentes em estradas federais de todo o país, número 5,9% inferior às 67.427 ocorrências contabilizadas em 2019 e que mantém a tendência de queda iniciada em 2014 (169.194).

De acordo com a CNT, o grau de letalidade desses acidentes no âmbito nacional foi maior, uma vez que o total de mortes ficou praticamente inalterado, baixando de 5.332 óbitos em 2019 para 5.287 em 2020. A redução foi de apenas 0,8%, com média de 14 pessoas mortas por dia nas rodovias federais. Só entre 2007 e 2020, 99.365 brasileiros perderam a vida em acidentes nas estradas federais. No Rio Grande do Norte, nesse mesmo período (de 2007 a 2020), foram 38.588 acidentes e 2.173 potiguares que perderam a vida. Somente em 2020, o RN contabilizou 100 vidas perdidas por acidentes de trânsito.

O tipo mais frequente de acidentes com vítimas foi a colisão, com 723 ocorrências (67,4% do total) em 2020. Além disso, moto foi o tipo de veículo mais envolvido em acidentes com vítimas em 2020 (40,8% do total) no território potiguar, seguido dos automóveis (39,1%) e dos caminhões (8,7%).

A CNT estima que, somadas, as ocorrências envolvem prejuízo de R$ 207,83 milhões ao Rio Grande do Norte, sendo R$ 121,6 milhões relativos às ocorrências com vítimas que sobreviveram; R$ 77,9 milhões aos sinistros com mortes e pouco mais de R$ 8,2 milhões com aqueles sem vítimas.

Portal da Tropical

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