Dia: 4 de novembro de 2020

Candidatos à Prefeitura de Natal assinam compromisso com MPRN, OAB/RN e Marcco

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), a Ordem dos Advogados do Brasil no RN (OAB/RN) e o Movimento Articulado de Combate à Corrupção (Marcco) receberam, nessa terça-feira (3) os candidatos e candidatas à Prefeitura de Natal. O encontro na sede da OAB teve como objetivo a assinatura da Agenda Propositiva das Eleições com os candidatos à Prefeitura.

Além dos candidatos e seus representantes, participaram do evento a procuradora-geral de Justiça adjunta, Elaine Cardoso de Matos Novais Teixeira; o coordenador do Marcco, promotor de Justiça Rafael Galvão; o presidente da OAB/RN, Aldo Medeiros; a vice-presidente da OAB/RN, Rossana Fonseca; a secretária-geral adjunta, Milena Gama; o diretor-tesoureiro, Alex Gurgel; o procurador regional eleitoral do RN, Ronaldo Sérgio e o secretário-geral do CTU, Claudio Marcelo Fajardo.

O documento elaborado contém 12 propostas, que visam o enfrentamento e o fortalecimento do combate à corrupção no Poder Executivo Municipal. A Agenda Propositiva contempla sugestões concretas com a finalidade de prevenir a corrupção, melhorando a transparência das ações municipais, a probidade e a moralidade no exercício das funções de comando da Administração Pública.

Para a procuradora-geral de Justiça adjunta, Elaine Cardoso, destacou “a importância do papel do Marcco ao chamar a atenção dos candidatos sobre esses compromissos e também dos candidatos que estiveram presentes ao evento, em sua grande maioria”.

O coordenador do Marcco, Rafael Galvão, ressaltou o papel dos gestores municipais para a diminuição dos índices de corrupção. “A grande maioria dos municípios do Rio Grande do Norte não conta com mecanismos básicos de controle interno ou instrumentos que viabilizem o controle social. Muitos prefeitos contratam preferencialmente sem concurso, fraudam licitações, desviam grandes somas de dinheiro, superfaturam obras e não providenciam condições institucionais mínimas para a superação destes problemas”, disse.

A Agenda Propositiva para a prevenção da corrupção nas Eleições 2020 também engloba a produção de peças para redes sociais que reafirmam o combate à corrupção e reforçam a importância da participação da sociedade. O evento também ocorrerá em Parnamirim, nesta quarta-feira (4), às 9h, na sede das Promotorias de Justiça de Parnamirim.

Blog Lucas Tavares fará cobertura das eleições 2020

Mais uma vez iremos realizará a cobertura ao vivo das eleições 2020 no município de São Paulo do Potengi e região. Estaremos ao vivo também através da Web Rádio São Paulo, e às 17h você irá conferir a apuração dos votos através do nosso Blog.

Parabéns ao Sistema São Paulo de Comunicação

Hoje, 04 de novembro, dia muito especial para o Sistema São Paulo de Comunicação e seus colaboradores. Quero dizer desde já que me sinto feliz em poder fazer parte desta emissora via internet. Completamos hoje 7 anos de existência, 7 anos de muitas conquistas e coisas boas que já presenciamos.

Parabéns a Edvaldo Medeiros, grande idealizador desta emissora. Somos a rádio que já alcançamos mais de 1 milhão de ouvintes.

Dia de comemoração, desejamos vida longa a Web Rádio São Paulo.

Fábio Faria e as eleições dos EUA

O ministro potiguar, Fábio Faria, utilizou seu Twitter para comentar sobre as eleições dos EUA. Na opinião do ministro, a maior derrotada do pleito nos Estados Unidos são os institutos de pesquisa.

Seja Trump ou Biden o eleito, a grande derrotada nas eleições dos EUA é a mídia

Seja Joe Biden ou Donald Trump vencedor das eleições americanas desta terça, já há um grande perdedor da batalha que o republicano travou durante quatro anos contra jornalistas, gritando “fake news” sempre que ouvia uma notícia que não lhe interessava: é a própria mídia. Trump é um manipulador nato, de quem não se compra uma bicicleta usada, mas a sua pregação encontrou terreno fértil entre os americanos. Pesquisa do instituto Gallup e a The Knight Foundation mostra que está crescendo o percentual daqueles que acreditam que a mídia é tendenciosa e age de acordo com uma pauta de prioridades própria. Interesse público, o fundamento básico do jornalismo e da democracia, deixou de ser a estrela-guia de TVs, rádios, jornais e sites.

Três quartos dos americanos (exatos 73%) dizem que a cobertura enviesada da mídia é o principal problema das notícias que leem, de acordo com o levantamento. Em 2017, esse percentual era de 65%, segundo pesquisa feita pelos mesmos parceiros.

As imprecisões das notícias são intencionais, segundo 80% dos americanos. Os erros, enganos ou equívocos são vistos como parte da agenda da mídia para influenciar os leitores a adotar o mesmo ponto de vista do meio de comunicação. Só 13% consideram que as impropriedades são fruto de ingenuidade.

Há um descrédito total percentual na imparcialidade e objetividade. Quando se pergunta se os meios de comunicação estão tentando influenciar os seus leitores a adotar uma certa opinião, 79% responderam positivamente.

O complemento dessa visão é mais ou menos óbvia. Três quartos dos americanos afirmam temer que as coberturas são influenciadas pelos donos desses veículos.

Há algo que parece ainda mais grave. Republicanos e democratas têm visões opostas sobre a mídia, mostrando que a influência de Trump sobre a sua freguesia foi mais deletéria do que se imaginava. Entre os republicanos, 71% têm uma opinião extremamente negativa de jornais, rádios, TVs e sites. Os filiados ao partido de Trump seguem cegamente a opinião do chefete. Já entre os democratas, o percentual de visão desfavorável é de 22%. Os independentes estão no meio do caminho: 52% têm opinião bastante negativa sobre a mídia.

O engraçado é que a maioria dos americanos concorda que o jornalismo está sob ataque político, mas, quando questionados se isso é justificável, abre-se um abismo entre democratas e republicanos. Enquanto 70% dos ligados ao Partido Democrata consideram os ataques injustificáveis, 61% dos republicanos afirmam que os ataques são, sim, justificados pelo comportamento da mídia.

É óbvio que Trump tem culpa nessa terra devastada, mas seria profundamente ingênuo atribuir a ele todos os males da mídia. A relação dos meios com seu público, que andava levemente enferrujada desde os anos 1970, sofreu um abalo sísmico com a chegada da internet nos anos 1990 e a redes sociais na década seguinte.

Não se trata de competição entre meios. Foi uma guerra comercial de extermínio, sobretudo do Google Ads e da política de micro-alvos do Facebook, capaz de direcionar um anúncio com precisão de um atirador de elite. Desde 2004 fecharam 2.100 jornais nos Estados Unidos, segundo pesquisa de Penny Abernathy, da Universidade da Carolina do Norte. A imprensa local, essencial para manter os laços comunitários e fiscalizar o prefeito e a Câmara, praticamente desapareceu. Entre os jornalões, a debacle significou menos dinheiro para investir em jornalismo de qualidade. Conta-se nos dedos da mão as exceções como o New York Times e Washington Post. Nunca a imprensa americana passou por um período de tamanho pauperismo.

Há ainda o caldo cultural das teorias conspiratórias, um credo que cresce em todo o mundo, mas é particularmente feroz nos Estados Unidos. Foi essa crença que disseminou a ideia aparentemente libertária de que você precisa conhecer a verdade por meios próprios, já que o governo e as grandes corporações manipulam tudo, de acordo com os conspiracionistas. Começou como um movimento de malucos, espalhou-se pela internet e pode chegar, finalmente, ao Congresso dos Estados Unidos. Há 44 candidatos ligados ao QAnon, um movimento de lunáticos que acredita que os democratas e o establisment americano é composto por pedófilos satanistas, que só podem ser derrotadas por uma única pessoa no mundo: Donald Trump.

Para não acabar este artiguete com um vale de lágrimas, encontrei um lado positivo no modo como republicanos manipulam e fraudam informações. Os americanos confiam ainda menos nas redes sociais. A desconfiança com Facebook e Google é ainda maior do que os 73% que apontam a mídia como tendenciosa: os descrentes somam 84%, segundo outra pesquisa da Knight Foundation.

Ao menos para isso a eleição de 2016, marcada por manipulações via Facebook, serviu.

MARIO CESAR CARVALHO – PODER 360

Justiça Eleitoral rejeita representação de Kelps contra Álvaro Dias

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte rejeitou denúncia apresentada pelo partido Solidariedade contra os candidatos majoritários da coligação Avança Natal, Álvaro Dias (PSDB) e Aíla Cortez (PDT). Considerada improcedente pela juíza Fátima Maria Costa Soares de Lima, da 69ª Zona Eleitoral do RN, a alegação era de que os candidatos haviam se beneficiado de estrutura pública para promoção pessoal.

O pedido do Solidariedade visava a condenação “por prática de conduta vedada” e “abuso de poder”. Para isso, anexou vídeo postado nas redes sociais do prefeito Álvaro Dias em que ele emite uma ordem de serviço em seu gabinete na Prefeitura. No entendimento da juíza Fátima Maria Costa Soares de Lima, a situação questionada pela legenda de oposição não afronta os princípios constitucionais garantidores da lisura da disputa eleitoral.

“Julgo improcedentes os pedidos de condenação dos representados Álvaro Costa Dias e Aíla Maria Ramalho Cortez de Oliveira por prática de conduta vedada, bem como por abuso do poder de autoridade, tendo em vista que o uso das instalações do prédio da Prefeitura Municipal, de modo não ostensivo, não afronta os princípios constitucionais garantidores da lisura da disputa eleitoral”, afirmou ela, em sua decisão, afastando também a condenação da candidata à vice-prefeita, Aíla Cortez, que sequer aparece no vídeo.

Ainda na avaliação da magistrada, o fato das imagens terem sido feitas em seu local de trabalho como prefeito não configura ilegalidade e nem prática abusiva que fira a disputa, não havendo comprovação de abuso de autoridade.

Blog do BG

Bolsonaristas alvos de inquéritos do STF espalham fake news contra Biden em dia de eleição nos EUA

Apoiadores radicais de Jair Bolsonaro passaram os últimos dias espalhando notícias falsas contra o candidato democrata Joe Biden e a favor do republicano Donald Trump, assim como são acusados de fazer em defesa do presidente brasileiro. Entre os ataques sem lastro na realidade, insinuaram que Biden seria pedófilo, contra cristãos e que ele planeja invadir a Amazônia. Eles foram alvos de inquéritos do STF sobre fake news. Alguns tiveram suas contas em redes sociais bloqueadas.

O blogueiro Allan dos Santos, que se mudou para os EUA após responder a inquéritos no STF, publicou imagem em que Biden cochicha no ouvido de uma adolescente com a legenda ‘caraleo’, insinuando pedofilia.

Bernardo Küster, youtuber do Brasil Sem Medo, publicou vídeo em que diz que Biden estava “entregando a infraestrutura dos EUA para empresas ligadas ao Partido Comunista Chinês”. Küster ainda diz que Biden vai ajudar a destruir o Ocidente.

Roberto Jefferson, presidente do PTB, colocou Biden como “cristofóbico”. A deputada federal Carla Zambelli escreveu que o “esquerdista” Biden falou em “intervir na Amazônia brasileira”.

Com um boné Make America Great Again, o deputado estadual Douglas Garcia (PTB) usou seu tempo em plenário na Assembleia Legislativa para pedir votos a Trump e dizer que as eleições desta terça (3) poderiam “colocar em xeque a liberdade mundial”. Seu vídeo foi visualizado por 66 pessoas.

Considerado o guru da ala ideológica do governo, Olavo de Carvalho foi mais discreto e fez poucos comentários. “Ele é morador da Virgínia, estado em que a média das pesquisas apontava uma vantagem de 12 pontos percentuais para o democrata.

PAINEL FOLHA

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