Dia: 28 de agosto de 2020

Estudo comprova efeitos do uso preventivo da Ivermectina contra o Covid-19

A Universidade de Zagazig, no Egito, demonstrou a eficácia do uso de maneira profilática da Ivermectina contra a covid-19. Em um estudo (veja aqui) foi feito com 304 pessoas, entre 16 e 70 anos, que tiveram contato com familiares e alguém próximo que testou positivo para o novo coronavírus.

O estudo foi realizado entre os meses de maio e julho e teve seus resultados publicados nesta quinta-feira (27) no site da U.S. National Library of Medicine.

Os participantes foram divididos em dois grupos: os que receberam doses de ivermectina e os que não fizeram uso do medicamento e eram acompanhados por 14 dias após contato com familiar ou alguém próximo que havia testado positivo para o coronavírus.

O resultado demonstrou que 59 pessoas do grupo de 101 que não receberam profilaxia com ivermectina desenvolveram COVID (58,4%).

De 203 pessoas no grupo das que tomaram ivermectina, apenas 15 (7,4%) desenvolveram COVID.

Outro dado importante é que nenhum dos pacientes que testaram positivo para o coronavírus envolvido neste estudo veio a óbito ou foi acometido por alguma forma mais grave da doença.

Blog do BG

STJ afasta Witzel do governo do Rio por suspeitas de participar em esquema de corrupção na saúde

Foto: Agência O Globo

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi afastado nesta sexta-feira do cargo por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida ocorre no momento em que a Procuradoria Geral da República (PGR), em parceria com a Polícia Federal (PF), cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra agentes públicos, políticos e empresários envolvidos, segundo a acusação, em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do grupo liderado pelo governador.

O esquema, concluiu a investigação, consistiu em cobrar propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de saúde e educação. A PGR sustenta que Witzel usou o escritório de advocacia da mulher, Helena, para receber dinheiro desviado por intermédio de quatro contratos simulados no valor aproximado de R$ 500 mil – cerca de R$ 15 mil mensais de cada uma das quatro.

Um email escrito por Witzel, apreendido pela PGR, orienta os interessados a redigir o contrato com o escritório de Helena. Chamou também a atenção dos investigadores a participação da primeira-dama em um processo de execução fiscal da família do médico Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda e ex-deputado estadual, dona do Hospital Infantil e Maternidade Jardim Amália Ltda (HINJA), maior unidade de saúde privada do município.

O processo, que tramita na Justiça Federal de Volta Redonda, já tinha como patrono o advogado Lucas Tristão, ligado ao esquema; porém, no decorrer da ação, a primeira-dama entrou com uma petição para avisar que estava ingressando na mesma causa e passando a advogar para o hospital. É quando, segundo as investigações, passou a receber os R$ 15 mil mensais apenas por esse serviço. Não há nenhum outro documento no âmbito desse processo que tenha justificado o vultoso pagamento por apenas uma petição, diz a PGR.

Sob comando de Witzel, o governo canalizou os abundantes recursos do combate ao COVID para a contratação de organizações sociais e autorizou compras direcionando as licitações com o uso de empresas de fachada. Ao mesmo tempo, priorizou o pagamento de dívidas antigas (restos a pagar) dos aliados – restos a pagar são serviços e compras efetuados nos anos (exercícios) anteriores e que não foram pagos.

As revelações da operação de hoje são um desdobramento de outras duas ações da força-tarefa deflagradas há três meses: a Favorito, que prendeu o empresário Mário Peixoto, um dos cabeças do esquema; e a Placebo, 12 dias depois, chegando às casas de Witzel e do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos, investigados por desvios de dinheiro público destinado à montagem de seis hospitais de campanha do estado para o tratamento da Covid-19.

A delação de Edmar foi fundamental para a decisão do STJ.

O Globo

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