Dia: 26 de agosto de 2020

Chapa de oposição definida em São Pedro

Chapas já formada no município de São Pedro, em vídeo divulgado nas redes sociais, o atual vice-prefeito Dr° Flávio, hoje rompido com a gestão Miguel Cabral, declarou apoio a pré-candidatura do ex-prefeito João de Deus e Serrinha, pré-candidato a prefeito e pré-candidato a vice, respectivamente.

Para alguns observadores da política são-pedrense, pelas articulações que se vinha sendo feitas, esse seria realmente os nomes que se aguardava para a chapa de oposição. Portanto, chapa de situação e oposição já definida em São Pedro.

Como dizem os mais sábios: “Vamos aguardar os próximos acontecimentos”.

Artigo Ney Lopes: “Homenagem a Café Filho”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal e advogado – nl@neylopes.com.br

Na última segunda feira, transcorreram 66 anos da posse de Café Filho na Presidência da República (1954), até hoje o único potiguar, que sentou definitivamente na cadeira presidencial e governou o país, durante 14 meses.

A minha avó Mafalda, açuense da gema, gostava de política e era cafeísta por convicção. No ano de 1955 tinha 10 anos de idade e por ser moda na época, usava calça curta. Recordo como se fosse hoje, o convite que ela me fez para assistir o Presidente Café Filho, em visita ao estado, inaugurar o “prédio do IPASE, nas Rocas, bairro onde ele viveu.

No meio da multidão, vi o delírio potiguar pelo conterrâneo vitorioso, que vestia terno branco e abraçava os correligionários. A minha avó chorou copiosamente ao ser cumprimentada.

A visita de Café Filho consolidou, à época, o acordo político, que permitiu a eleição de Dinarte Mariz ao governo do estado. Em decorrência de compromisso assumido, Dinarte nomeou Djalma Maranhão, ligado a políticos do grupo cafeísta, para Prefeitura de Natal.

Natal tem dívida de gratidão com Café Filho, pela inexistência de monumento em sua homenagem. Para preencher essa lacuna, o vereador Ney Lopes Jr aprovou proposta na Câmara Municipal e o busto do Ilustre conterrâneo, em conclusão pelo artista plástico Eri Alves, será colocado em local público, a ser definido pelo Prefeito Álvaro Dias.

A vida de Café Filho relata a trajetória de um lutador, rejeitado pelas elites, que depois se aliaram a ele. Defensor das massas, nunca foi comunista, embora a igreja e os militares lhe fizessem tal acusação.

Ao ser indicado à vice-presidência, Café militava no Partido Republicano Progressista, cuja reunião de fundação ocorreu em sua residência no Rio de Janeiro, na presença de Ademar de Barros, Abel Chermont, Sérgio e Abelardo Marinho e outros. Getúlio hesitou em aceitá-lo.

O vice-presidente era eleito pelo voto direto. Ademar de Barros foi incisivo: “A candidatura do Café Filho a vice-presidente será mantida, custe o que custar”. Getúlio, afinal, concordou. Sem o apoio de Ademar, ele não viabilizaria a sua candidatura.

Em 1950, Café elegeu-se, simultaneamente, vice-presidente da República e se reelegeu deputado federal pelo RN (a legislação permitia).

Na disputa pela vice-presidência derrotou o mineiro Odilon Duarte Braga, udenista, preferido de Getúlio, com diferença de 200 mil votos. Antes, em 1949, teve oportunidade de candidatar-se ao governo do RN pelo PRP, então chefiado por José Augusto Varela.

O próprio Café optou por composição, em torno do nome de Jerônimo Dix-Sept Rosado.

Ao assumir a Presidência da República, autorizou as primeiras pesquisas de petróleo no litoral do Rio Grande do Norte.

Enfrentou muitos obstáculos políticos, sobretudo de paulistas e mineiros, que em nome de posição independente queriam afastá-lo do poder.

Agiu com extrema habilidade. Valorizou o Congresso e passou a entender-se diretamente com os parlamentares.

Reafirmou que não representava nenhum partido e qualificou o seu governo como de transição, voltado para a estabilização da economia e a realização de eleições dentro dos prazos legais.

Ao seu lado, estava o conterrâneo Miguel Seabra Fagundes, no Ministério da Justiça, baluarte das causas democráticas.

A efervescência política deu causa a séria crise, que levou Café a afastar-se do cargo, em 8 de novembro de 1955, sob a “alegação” de “complicações” cardiovasculares.

O substituto constitucional seria Carlos Luz, presidente da Câmara Federal, mas os militares, liderados pelo Marechal Lott, deram posse a Nereu Ramos, presidente do Senado, que governou interinamente, com o país em “estado de sítio”, até a posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart, em 31 de janeiro de 1956.

Café Filho teve vida modestíssima, após o afastamento da Presidência. Não possuía um carro próprio. Usava ônibus. Trabalhou como corretor de imóveis e advogado, no Rio de Janeiro.

As dificuldades financeiras eram tantas, que seu adversário, Carlos Lacerda, então governador, o nomeou para o Tribunal de Contas do Estado da Guanabara, onde permaneceu até aposentar-se em 1969. Faleceu no dia 20 de fevereiro de 1970.

Em Natal, o casarão da rua 15 de novembro, na Ribeira, que abrigou Café na infância, foi abandonado.

O escritor Lívio Oliveira, em artigo nesta TN, revelou visita ao Cemitério do Alecrim, em dezembro de 2019, quando constatou o abandono do túmulo da família Café Filho “sem argolas laterais, placas quase ilegíveis e partida ao meio”.

A propósito do descaso com a memória do ex-presidente, o Autor pergunta ao final do seu texto: “por falar nisso, o que foi feito do acervo do antigo Museu Café Filho? ”.

Hoje, repito a mesma indagação.

Sesap realiza Levantamento Epidemiológico do Sistema Prisional do RN para a Covid-19

Diante da pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19) decretada pela Organização Mundial de Saúde – OMS e de seus desdobramentos no Brasil e no Estado do Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), por meio da Área Técnica Estadual de Saúde Prisional, está realizando o Levantamento Epidemiológico no Sistema Prisional do Estado para a Covid-19, no período de 17 de agosto a 11 de setembro de 2020. Para tal, a Coordenação da Saúde Prisional elaborou o Projeto de Identificação da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Sistema Prisional com a finalidade de nortear a realização desse levantamento.

O Estado do Rio Grande do Norte apresenta, atualmente, 60.161 pessoas contaminadas e 2.192 óbitos, segundo o último Boletim Epidemiológico, de 25 de agosto de 2020. Até 13 de agosto, cerca de 247 pessoas privadas de liberdade que já tiveram contato com o vírus no sistema prisional, em 9 dos 18 presídios do estado, lembrando que a população privada de liberdade é uma população com vulnerabilidades, consequentemente, altamente suscetível à propagação do vírus e ao agravamento da doença.

Nesse contexto, esse levantamento foi pensado com o objetivo de estimar a prevalência da infecção pelo novo Coronavírus nas pessoas privadas de liberdade do sistema prisional, com o intuito de otimizar as medidas de contenção e mitigação da doença. Serão realizados 2000 testes rápidos, distribuídos em uma amostra aleatória e proporcional, de acordo com o número da população carcerária de cada unidade prisional dos 18 estabelecimentos prisionais distribuídos em 10 municípios do estado.

Além desse objetivo, o levantamento é importante, também, para que todos os envolvidos no sistema prisional percebam a magnitude da infecção nos estabelecimentos prisionais, a fim de que possam mapear a transmissão da doença na população carcerária, identificar os privados de liberdade, que em algum momento tiveram contato com o vírus, além de rastrear os assintomáticos.

A partir dos resultados encontrados será possível melhorar o planejamento e a efetividade das ações de controle, monitoramento e avaliação do comportamento do agravo entre a população carcerária, como também, identificar dentro do sistema prisional o perfil epidemiológico mais acometido, respeitando a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional – PNAISP, que visa garantir o direito à saúde para todas as pessoas privadas de liberdade no Sistema Prisional, além do acesso dessa população ao Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com os preceitos dos direitos humanos e de cidadania.

Nesse sentido, é importante o apoio e envolvimentos de todas as pessoas que estão inseridas no sistema prisional, principalmente, das equipes de saúde prisional e da estratégia de saúde da família, para que possam contribuir ativamente com a realização desse levantamento.

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