Presidente do PSL em Natal aprova possível volta de Bolsonaro ao partido

Sérgio Leocádio, presidente do PSL em Natal e pré-candidato a prefeito

O presidente do diretório municipal do PSL em Natal, Sérgio Leocádio, disse nesta segunda-feira 17 que aprovaria um eventual retorno do presidente Jair Bolsonaro aos quadros do partido. Segundo Leocádio, que é pré-candidato à prefeitura da capital potiguar nas eleições deste ano, o PSL “tem tudo a ver” com Bolsonaro.

“Acho que o PSL é um excelente lugar para o presidente, pois é um partido de direita racional, que não briga por cargos no governo. O PSL é diferenciado, grande, estruturado em todo o território nacional. Tudo de favorável para o nosso presidente Bolsonaro”, afirmou Sérgio, ao Agora RN.

Delegado aposentado da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Sérgio Leocádio ressalta que há negociações em curso para a volta de Bolsonaro ao PSL – partido pelo qual o presidente foi eleito em 2018 –, mas que não há nada definido.

“É uma negociação que demora, e que está sendo feita toda em Brasília. Mas eu acho que Bolsonaro e PSL têm tudo a ver. É um partido grande, estruturado, do que ele vai precisar para a reeleição”, disse o pré-candidato a prefeito de Natal.

Desde 2018, o PSL tem sido um dos partidos que mais crescem no País. A legenda, que elegeu Bolsonaro presidente dois anos atrás, hoje tem 41 deputados federais (entre eles o potiguar General Girão) e a segunda maior fatia do fundo partidário este ano: R$ 201,1 milhões. A sigla fica atrás apenas do PT, que receberá R$ 204,6 milhões.

Na semana passada, durante sua live semanal pelas redes sociais, Bolsonaro disse que não descarta um retorno ao PSL. Interlocutores do presidente da República e do presidente nacional do partido, o deputado Luciano Bivar (PE), admitiram que conversam sobre uma possível reconciliação.

A negociação acontece nove meses depois de Bolsonaro deixar o PSL e anunciar a formação de uma sigla própria, o Aliança pelo Brasil. Desde então, dificuldades na captação de assinaturas inviabilizaram a formação do novo partido, e bolsonaristas migraram para outras legendas para disputar as eleições deste ano.

O rompimento entre Bolsonaro e PSL, no fim do ano passado, foi traumático. O presidente chegou a dizer a um apoiador que Bivar estava “queimado para caramba”. Também houve troca de acusações sobre a gestão de fundos do partido e o rompimento com o governo de lideranças do partido, como a deputada Joice Hasselmann (SP) e o senador Major Olímpio (SP).

Agora RN

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