Dia: 12 de maio de 2020

RN contabiliza 2.033 mil infectados por Covid-19; óbitos somam 93

O número de infecções confirmadas pelo novo coronavírus no Rio Grande do Norte já ultrapassou os 2 mil nesta terça-feira e soma agora 2.033, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesap). Mortos são 93. Há 7.383 casos suspeitos, 5.677 descartados, além de 49 óbitos em investigação. São 734 pacientes recuperados.
As mortes mais recentes registradas pela Sesap ocorreram em Mossoró (2) e em Natal (1).

Ainda de acordo com a Sesap, no RN, há 28 solicitações de internacão vindas do interior, das quais 4 são pacientes classificados como prioridades 1 e 2, as mais graves, e 24 pacientes que têm quadro clínico de média complexidade.

A taxa de ocupação de leitos no estado está distribuída da seguinte maneira: em Mossoró, há duas vagas no Hospital São Luís; no Tarcísio Maia, dos 17 leitos destinados a tratar Covid-19, 12 estão ocupados e outros três têm pacientes em processo de alta.

Em Caicó, 12 dos vinte leitos estão ocupados; no Hospital Dr. Cleodon Carlos de Andrade, em Pau dos Ferros, não há internações.

A situação é mais crítica na capital. No Giselda Trigueiro e no Hospital Municipal não há leitos disponíveis e o Hospital da Polícia Militar já conta com 90% de ocupação. Em todo o estado, 282 pessoas estão internadas com a doença.

Agora RN

Estudo da Fiocruz diz que covid-19 chegou ao Brasil em janeiro

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Estudo liderado pela Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz) indica que o novo coronavírus –causa da covid-19– já estaria circulando no Brasil em janeiro de 2020. Mais de 1 mês antes do 1º registro da doença, em 26 de fevereiro, em São Paulo.

Leia aqui (597kb) a íntegra da pesquisa.

De acordo com a Fiocruz, a transmissão do vírus já acontecia em 4 de fevereiro, muito antes dos registros oficiais, que indicam 13 de março. Ou seja, a doença já estava se propagando na época do carnaval. Quando o Brasil começou a monitorar a doença em fronteiras e aeroportos, o vírus já estava nas ruas.

A metodologia da pesquisa usa como base os registros de óbitos, além de análises dos resultados de investigação de casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) por exames moleculares, disponíveis nos portais InfoGripe e MonitoraCovid-19, ambos da Fiocruz. Integraram o estudo pesquisadores da Fiocruz-Bahia, da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) e Udelar (Universidade da República) – no Uruguai.

De acordo com o estudo, o 1º óbito por covid-19 no Brasil foi no Rio de Janeiro, na 4ª semana epidemiológica –ou seja, de 19 a 25 de janeiro.

O 1º registro oficial de morte por Covid-19 é de 17 de março, em São Paulo. Mas nessa semana –15 a 21 de março–, segundo os registros do MonitoraCovid-19, já havia 670 mortes.

Ao jornal, o coordenador da pesquisa, Gonzalo Bello, disse que a 1ª morte foi identificada por meio de exames moleculares (RT-PCR) em estudos retrospectivos. Os resultados das amostras colhidas dos mortos e doentes identificados apenas como “SRAG” começaram a ser divulgados na última semana.

Poder 360

PESQUISA CNT: 43,4% desaprovam governo Bolsonaro, 32% aprovam e 22,9% consideram regular

FOTO: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

A Confederação Nacional do Trabalho (CNT) divulgou nesta terça-feira (12) a pesquisa de satisfação do governo de Jair Bolsonaro. Para 43,4% dos entrevistados, a atual gestão é ruim ou péssima. Enquanto isso, 32% deram parecer positivo (ótimo/bom) para o Executivo em meio à pandemia de coronavírus. De acordo com o levantamento, 22,9% dos entrevistados consideram o atual governo regular (veja os números no fim da matéria).

Na última pesquisa feita pela confederação, em janeiro deste ano – quando a crise de Covid-19 ainda não estava instaurada no país – Bolsonaro teve aprovação de 34,5% dos entrevistados, enquanto 32,1% julgaram a atuação do presidente regular e 31% ruim ou péssima.

Em relação à atuação pessoal de Bolsonaro, 55,4% desaprovam as medidas tomadas pelo presidente. Para apenas 39,2%, o empenho do chefe do Executivo foi satisfatório. Os números tiveram uma drástica mudança, desde a última pesquisa. Na época, a aprovação do militar da reserva era maior que a reprovação.

Em janeiro, 47,8% estavam satisfeitos com Bolsonaro. Em contraste, 47% desaprovaram o perfil do presidente frente à Presidência da República.

Foram feitas 2.002 entrevistas por telefone, de 7 a 10 de maio, com moradores de 494 municípios de 25 unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Veja os números:

Governo de Jair Bolsonaro

Avaliação positiva (ótimo/bom): 32%
Avaliação regular: 22,9%
Avaliação negativa (ruim/péssimo): 43,4%
Não souberam opinar ou não responderam: 1,7%

Desempenho pessoal do presidente

Aprovação: 39,2%
Desaprovação: 55,4%
Não souberam opinar ou não responderam: 5,4%

Metrópoles

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