Dia: 6 de maio de 2020

Governo do RN arrecada R$ 100 mil em doações e recebe 900 mil máscaras para doação

FOTO: Elisa Elsie

O Governo do RN apresentou nesta quarta-feira (6) mais um balanço das doações efetivadas pelos programas RN+Unido e RN+Protegido. Foram aproximadamente R$ 100 mil em máscaras, álcool, material hospitalar, alimentos, material de limpeza e higiene pessoal no período de 27 de abril e 5 de maio. O total de doações já soma R$ 1,6 milhão, contabilizado a partir da criação da Central de Controle de Doações, em 26 de março.

O controlador-geral do Estado, Pedro Lopes destacou as doações da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) e grupos empresariais associados, com entrega de 25 circuitos respiratórios destinados à preparação de leitos de UTI. E também a doação da Associação dos Defensores Públicos do RN, com 450 cestas básicas, sendo 100 já entregues à Associação dos Pescadores da Vila de Ponta Negra.

A campanha Fisco Solidário, promovida pelos auditores fiscais do RN distribuiu 300 cestas básicas e diversos materiais hospitalares a unidades do Governo e municípios do RN. Pedro Lopes citou ainda uma doação do servidor público estadual Walter Bastos, que junto com sua família, adquiriu 300 luvas, 50 protetores faciais, 150 máscaras comuns e 200 máscaras de uso hospitalar, em um valor de R$ 3,2 mil.

Toalhas e lençóis doados pela Coteminas semana passada foram entregues essa semana. O Hospital da PM recebeu 300 toalhas. O Hospital Regional de Assu recebeu 400 toalhas e 200 lençóis. A Polícia Militar recebeu, de outra doação, 700 protetores faciais com viseira. E ainda o Programa do Leite, para proteção dos agentes de distribuição, recebeu 730 litros de álcool 70%.

“A campanha RN+Unido recolheu, só nessa semana, junto aos supermercados, 1,5 tonelada em alimentos, material de limpeza e higiene pessoal nos supermercados associados à Assurn. Fizemos a destinação de 770 cestas básicas favorecendo 770 famílias espalhadas pelo Estado, além da distribuição de 4 mil máscaras e 200 litros de álcool gel”, comemorou Pedro Lopes.

O controlador-geral frisou ainda que o programa RN+Protegido receberá 900 mil máscaras da Guararapes ainda nesta quarta-feira. E já amanhã será anunciada a distribuição desse material. “Queremos que todas essas máscaras estejam distribuídas em todo o RN até segunda ou, no máximo, terça-feira”.

O último registro da coletiva de imprensa na manhã de hoje, proferida na Escola de Governo, lembrou a atualização do Portal da Transparência. O site, desde ontem, abriga todas as informações relativas ao Covid-19 no RN. “Para além das informações exigidas pela Lei, consolidamos também os dados da Covid no RN. Informações antes distribuídas entre órgãos do Governo, agora unidos no mesmo local”.

Reunião com Bolsonaro sela permanência de Regina Duarte

Foto: Isac Nóbrega / PR

Uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) selou a permanência da atriz Regina Duarte no cargo de secretária-especial da Cultura nesta quarta-feira (6). Ela se reuniu, às 11h, com o residente do Palácio da Alvorada e com Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo.

No encontro, segundo fontes, o presidente conseguiu reverter o desgaste que vinha tendo com a secretária. A conversa entre presidente, secretária e ministro foi classificada por auxiliares como “ótima”. A atriz continua no cargo e aproveitou o encontro para apresentar projetos.

Bolsonaro afastou a possibilidade de volta de Dante Mantovani para a presidência da Funarte. A nomeação dele de volta ao cargo foi publicada e depois tornada sem efeito nesta terça-feira. O ato desagradava Duarte, que tirou Mantovani do cargo ao assumir a secreataria especial de Cultura.

Duarte estava numa situação delicada por não ter muito diálogo com Bolsonaro e por não apresentar ações práticas em sua área. Críticos argumentam que não há, até o momento, um projeto de grande porte feito pela atriz, que comanda a secretaria há quase dois meses.

Antes de assumir o posto, Duarte tratava do pedido feito pelo presidente como um “casamento”. A atriz foi convidada para assumir a pasta ao menos duas vezes.

O “sim” dito pela atriz ocorreu em 29 de fevereiro e a posse, 4 de março. A expectativa inicial era de que Duarte apaziguasse a relação entre governo federal e a categoria.

Regina Duarte assumiu o posto antes comandado por Roberto Alvim, demitido em 17 de janeiro após publicar um vídeo em que copiava trechos de um discurso nazista e utilizava diversos elementos em referência ao regime totalitário, como o música de Richard Wagner, artista antissemita associado ao nazismo.

R7

TRF-4 mantém pena de 17 anos de prisão de Lula por sítio de Atibaia (SP)

Foto: Edilson Dantas

Em julgamento virtual, a 8a Turma do Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF-4) manteve condenação do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia (SP) a 17 anos de prisão.

Por unanimidade, os desembargadores negaram os recursos apresentados pela defesa do petista. Na última petição apresentada ontem à noite, os advogados de Lula solicitaram suspensão do julgamento virtual com base no depoimento do ex-ministro Sergio Moro do no último sábado (2). A defesa alegou que a oitiva de Moro era um novo acontecimento relacionado ao processo de suspeição do ex-juiz da Lava-Jato, que aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os integrantes da 8a. Turma também negaram o pedido dos advogados para que a sessão virtual fosse cancelada. Os advogados solicitaram que o julgamento do caso só acontecesse presencialmente para que a defesa pudesse participar, No julgamento virtual acontece apenas o depósito dos votos dos desembargadores, sem a participação dos advogados. No entanto, ainda cabe recurso nesse caso.

– Vamos esperara publicação dos votos e decidir o recuso que apresentaremos contra essa condenação injusta – disse Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula.

Bela Megale – O Globo

Com fortes críticas, ministro do STF, Marco Aurélio Mello, diz que decisão de Moraes sobre Ramagem gerou “desgaste institucional”

Foto: Walter Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo

Na entrevista a Josias de Souza, no UOL, Marco Aurélio Mello também criticou a decisão do colega Alexandre de Moraes, do STF, de barrar a posse de Alexandre Ramagem na diretoria-geral da Polícia Federal.

“Houve uma decisão de um integrante do Supremo, o mais novo integrante do Supremo, simplesmente afastando a eficácia de um ato do presidente da República, eleito com mais de 57 milhões de votos. Então, surgiu essa grande perplexidade”, afirmou o ministro.

“Quem fica mal é o delegado da PF que não tomou posse do cargo e, ao que tudo indica, tem perfil de vida profissional elogiável. Para ele, foi algo nefasto. […] Agora, o desgaste institucional se mostrou muito grande, não só do presidente como do próprio Supremo.”

Marco Aurélio criticou a “judicialização” da política.

“Não é o fato de o Supremo não ter um órgão em cima dele que o levará a forçar a mão em certas matérias, pelo contrário. Temos responsabilidade maior no exame das matérias. Eu penso que se avança um pouco, às vezes, e se invade uma área que não é designada ao Supremo.”

O Antagonista, com Josias de Souza – UOL

Secretário adjunto de Saúde do RN faz alerta: “Estamos mais perto do lockdown que da flexibilização”

Foto: Elisa Elsie/Governo do RN

O secretário adjunto de Saúde do Rio Grande do Norte, Petrônio Spinelli afirmou nesta quarta-feira (6) que “Nós estamos mais perto do lockdown (bloqueio total) do que da flexibilização”, ao relatar uma situação “dramática” em relação à contaminação do novo coronavírus no estado.

O bloqueio total, conhecido como lockdown foi instituído nesta semana em cidades do Maranhão e do Pará, e já é estudado em outras áreas do país, como Recife e Rio de Janeiro. Nele, a população só pode sair de casa para realização de atividades essenciais, como ir ao supermercado ou a uma consulta médica.

Petrônio Spinelli alertou que os gestores estão enfrentando dificuldades para colocar leitos de UTI em funcionamento, enquanto a demanda pelos serviços aumenta. “Estamos abrindo os leitos, mas rapidamente eles estão sendo ocupados”, declarou o secretário.

De acordo com dados do boletim epidemiológico desta quarta (6), o estado tem 227 pessoas internadas, com suspeita ou confirmação para a Covid-19. 68 estão em UTI e 56 em leitos semi-intensivo. O crescimento é de mais de 130% em relação a duas semanas atrás.

Para as autoridades de saúde do estado, o aumento do número de casos é causado principalmente pela redução do isolamento social e das aglomerações em filas de bancos, registradas nos últimos dias. Para o secretário, há uma “falsa impressão” da população de que há cidades e regiões sem a doença e de que o uso de máscaras é suficiente para prevenção, o que permite que as pessoas saiam de casa. A taxa de isolamento da população, segundo ele, estaria em 40%, muito abaixo do ideal de 60%.

Com acréscimo de informações do G1-RN

Artigo Ney Lopes: “Análise: As eleições de 2022”

Ney Lopes- advogado, jornalista e ex-deputado federal- @blogdoneylopes

Apenas, uma tentativa de análise, do que poderá acontecer em 2022, com base no “hoje”.

Parece óbvia a “teimosia inconsequente”, daqueles que desejam manter o calendário eleitoral em 2020, ao invés de aproveitar a excepcionalidade da pandemia para emendar a Constituição, propor a “coincidência de mandatos em 2022”, abrir caminhos no debate e aprovação de “agenda de mudanças”, que estimule a busca de novos caminhos nacionais, sobretudo aprovação de alterações constitucionais, facilitando as reformas necessárias (tributária, eleitoral, administrativa etc.).

Realizar eleições no clima atual, sem mobilizações, proselitismo e escassez de recursos, estimulará apenas a masmorra dos conchavos, sem perspectivas de melhoria institucional.

O pleito será usado para consolidar as práticas obscenas da política nacional. Prevalecerá a lei da conveniência, que garanta a sobrevivência política de cada candidato, através de “nominatas” (alianças espúrias). Nunca será tão atual a frase de Magalhães Pinto, de que a política se assemelha a nuvem, “olha-se está de um jeito, depois já mudou”.

O que se observa no país é a continuidade do clima de campanha política de 2018, com o fortalecimento da ultradireita. Caso sejam realizadas as eleições municipais em 2020 (ou início de 2021), nada avançará em matéria de reformas, além dos gastos astronômicos, em momento de crise.

Terminará uma disputa e já começará outra para a Presidência e o Congresso. Não enxergar essa realidade é verdadeiro crime.

Atualmente, analistas políticos dividem a Nação em três segmentos eleitorais: 1/3 pro Bolsonaro; 1/3 pró oposição e 1/3 indecisos.

Mesmo considerando a catástrofe da pandemia, o Presidente Bolsonaro dá sinais claros de que já começou a sua campanha à reeleição. Age diariamente como candidato, ao alimentar a ala fanática, que o considera “mito” e adere a tudo que ele prega, por mais inconsequente que seja.

A oposição não existe. Está nocauteada e vozes esparsas se manifestam, regra geral de forma equivocada, porque o seu papel seria o de propor agenda, com o máximo de consenso político, em busca de um “pacto nacional”.

Ainda restaria o segmento de um terço dos eleitores indecisos, tradicionalmente “observadores” da cena, decidindo-se às vésperas da eleição.

Surgem as indagações: quais os prováveis candidatos, além de Bolsonaro? Haverá chances de candidatura de centro? Fala-se em dois nomes: Moro e Mandetta. Entretanto, não será fácil a consolidação eleitoral.

O ex-juiz, ao contrário do que se diz, esvaziou-se politicamente, pelas restrições da direita, esquerda e a indiferença de parte dos indecisos. Mandeta não é nome nacional, ainda.

Ademais, o candidato à Presidente teria que ter o perfil do estadista, com propostas concretas e viáveis para a Nação. Nem um, nem outro, satisfaz essa exigência.

Outro dado fundamental seria a união das forças contrárias à reeleição do Presidente. Caso isso não ocorra, se repetirá 2018, quando à época as circunstâncias beneficiaram Bolsonaro pelo antilulismo, além da ajuda da “facada”, que o retirou dos debates eleitorais.

Quem conhece a política nacional, sabe as dificuldades para união das esquerdas. A irriquietude dos “xiitas” do PSOL, do próprio PT e Marina, torna muito difícil (embora não impossível) aliança desse tipo.

Ciro Gomes, posicionado como centro-esquerda, tem excelente assessoria, onde desponta o competente economista Mauro Benevides Filho e é o mais preparado, com inegável experiência no Executivo. Porém, tem contra si os impulsos do temperamento, que contrastam com os momentos de lucidez.

João Doria enfrentará rejeição, pelo comportamento ultraliberal, afinado com a atual linha econômica ortodoxa de Paulo Guedes. Na pós pandemia, as teorias da Escola de Chicago, colaboradora de Pinochet e inspiradoras do Ministro da Economia, serão rechaçadas pelas teses do “solidarismo econômico”, que inevitavelmente inspirarão a modelagem do novo “estado social” que nascerá, distante dos extremismos.

Dos atuais governadores, Flávio Dino (MA), talvez possa unir a ala radical das esquerdas, em oposição a Bolsonaro, mas não aglutinaria numa coligação.

Nomes como os governadores do Ceará, Piauí e Bahia, tidos como moderados, encontrariam barreiras nos projetos de poder do seu próprio partido (PT), do PDT, PCdoB e PSDB. Lula, Luciano Huck e Haddad dificilmente conseguirão “vingar”.

Se mantido o quadro político-eleitoral atual, o eleitor brasileiro poderá ser levado a escolher entre nomes não credenciados para o momento futuro de desafio global. Nesse caso, valerá a máxima de que, entre dois males, seja escolhido o menor.

Só o futuro dirá!

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