Dia: 21 de abril de 2020

Ocupação de leitos de UTI com pacientes em estado crítico atinge 28,5% no RN

Há 92 pessoas internadas nos hospitais do Rio Grande do Norte com coronavírus ou suspeita da doença. Destas, 57 em estado crítico, ou seja, que precisam de respiradores. Dos 92 casos, 44 estão confirmados com a Covid-19 e 48 suspeitos. Estes números mostram um dado preocupante, de acordo com Petrônio Spinelli: a taxa de ocupação de leitos que nesta segunda, 20, apenas um dia antes, era de 21,5% subiu para 28,5% com acréscimo mais forte nos polos de Natal e Mossoró.

Diante deste quadro, o Governo do RN intensifica a abertura de leitos, mas reforça a orientação do isolamento social e cumprimento das regras de proteção. “Precisamos voltar a um patamar mais confortável e para isso precisamos contar com o apoio de todos ficando em casa, protegendo os idosos e mais vulneráveis e usar máscara”, afirmou o secretário adjunto.

O secretário informou também a necessidade de doações pontuais para a montagem dos leitos UTIs. “São equipamentos simples, de pequeno porte, como aparadeiras, mas necessários, que poderiam ficar fora das licitações. Estamos elaborando uma lista com as necessidades para doações e esperamos contar com o apoio da sociedade”.

Na coletiva, o secretário de segurança e defesa social, Francisco Araújo, registrou a atuação das forças de segurança em duas ocorrências de desrespeito às normas de combate ao novo coronavírus. Uma ocorreu no município de Tibau do Sul onde 70 pessoas participavam de uma festa e foram conduzidas à delegacia de polícia. Outra foi aplicação de multa a um estabelecimento comercial funcionando em Natal em desconformidade com normas dos decretos do Governo do Estado, resultado de uma força tarefa estabelecida entre as Polícias Militar e Civil, Procon e Controladoria Geral do Estado para fiscalizar o cumprimento das medidas governamentais.

Portal Grande Ponto

Moraes autoriza que PGR investigue atos contra Congresso e STF

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (21), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a abertura de um inquérito para manifestações que, no domingo (19), pediram a intervenção militar e o fechamento do Congresso e do próprio Supremo.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, fez o pedido ontem (20), informando que pretende apurar possíveis violações à Lei de Segurança Nacional pelos atos. O suposto envolvimento de deputados federais atrai a competência do Supremo para a investigação, justificou o PGR.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, escreveu Aras no pedido.

Ao autorizar a investigação, Moraes manteve a investigação sob sigilo, como havia solicitado Aras. Segundo nota divulgada pelo Supremo, o ministro escreveu que os fatos narrados pelo PGR são “gravíssimos”, ao atentarem conta o Estado Democrático de Direito e as instituições republicanas.

Moraes destacou ainda que a Constituição não permite o financiamento e a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático de Direito, nem a realização de atos visando o rompimento do regime.

Segundo o ministro do STF, a decisão concluiu “ser imprescindível a verificação da existência de organizações e esquemas de financiamento de manifestações contra a Democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano, bem como as suas formas de gerenciamento, liderança, organização e propagação que visam lesar ou expor a perigo de lesão os Direitos Fundamentais, a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito, trazendo como consequência o nefasto manto do arbítrio e da ditadura”.

Atos
No domingo (19), quando foi comemorado o Dia do Exército, manifestações em diferentes cidades pediram a reabertura do comércio e o fim de medidas de isolamento por conta da pandemia do novo coranavírus.

Em Brasília, manifestantes carregaram faixas e gritaram palavras de ordem pedindo o fechamento do Congresso, do STF e a volta do Ato Institucional n° 5 (AI-5), usado durante o regime militar para punir opositores ao regime e cassar parlamentares.

O presidente Jair Bolsonaro compareceu ao ato em Brasília e discursou aos manifestantes. “Eu estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil. Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Nós temos um novo Brasil pela frente. Todos, sem exceção no Brasil, têm que ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que nós possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder”, disse no ato.

Ontem (20), ao ser questionado em frente ao Palácio da Alvorada por apoiadores, o presidente defendeu Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional “abertos e transparentes”. Na ocasião, ele afirmou que a pauta do ato do domingo era a volta ao trabalho e a ida do povo para a rua. Bolsonaro também responsabilizou “infiltrados” na manifestação por gritos e faixas que pediam fechamento do Congresso, STF e pediam a volta do AI-5.

O Ministério da Defesa emitiu nota na noite desta segunda-feira (20) destacando que as Forças Armadas trabalham na manutenção da paz e da estabilidade no país, “sempre obedientes à Constituição Federal”. O texto destaca que o momento atual “exige entendimento e esforço de todos os brasileiros.”

Agência Brasil

Morador de rua é a sétima morte por Covid-19 em Natal; total de óbitos no RN vai a 29

Reprodução

Na manhã desta terça-feira (21), a Secretaria Municipal de Natal (SMS) confirmou a sétima morte de coronavírus na cidade. O homem era morador de rua, tinha quadro de tuberculose, além de ser usuário de crack. O caso estava em investigação desde 7 de abril, quando o paciente de 52 anos foi conduzido para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) com tosse, febre e desconforto respiratório, mas morreu no mesmo dia.

Além das 29 mortes que o RN já registra por coronavírus, o estado possui 608 casos confirmados da infecção em 46 cidades. Os dados são do último Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), divulgado nesta segunda-feira (20).

O RN possui também 2.754 casos suspeitos e 2.575 descartados. Segundo a Sesap, há 161 pessoas recuperadas. Já existem notificações da infecção em 151 municípios do estado.

O número de pacientes internados com confirmação ou suspeita da doença soma 92. Destes, 57 em estado crítico, ou seja, que precisam de respiradores. Dos 92 casos, 44 estão confirmados com a Covid-19 e 48 suspeitos.

Mortes
As 29 mortes no RN foram registradas nas seguintes cidades:

  • Mossoró: 8 mortes
  • Natal: 7 mortes
  • Tenente Ananias: 2 mortes
  • São Gonçalo do Amarante: 2 mortes
  • Canguaretama: 2 mortes
  • Cerro Corá: 1 morte
  • Taipu: 1 morte
  • Assu: 1 morte
  • Lagoa de Pedras: 1 morte
  • Apodi: 1 morte
  • Encanto: 1 morte
  • Touros: 1 morte
  • São Rafael: 1 morte
  • Total: 29 mortes

Agora RN

Fecomércio RN e FCDL RN apontam necessidade urgente da retomada gradual das atividades socioeconômicas

A Fecomércio RN e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte (FCDL/RN) divulgaram nota oficial reafirmando posição assumida na reunião desta terça-feira (21) com o Governo do Estado, na qual propuseram que o atual decreto do governo estadual não seja prorrogado como está. Além disso, apontam diversos motivos para a necessidade urgente de que seja traçado um cenário de retomada gradual das atividades socioeconômicas. Confira a íntegra da nota abaixo:

NOTA OFICIAL

Após a participação dos seus presidentes, Marcelo Queiroz e Afrânio Miranda, em reunião ocorrida no final da manhã desta terça-feira, 21, com a governadora Fátima Bezerra, representantes do Governo e outras lideranças empresariais, a Fecomércio RN e a FCDL RN marcaram suas posições e vêm a público externar detalhes da mesma, na nota que se segue.

Diante do cenário de extrema dificuldade que o mundo inteiro atravessa, sempre fomos defensores de que bom senso, equilíbrio e responsabilidade precisam permear qualquer análise dos assuntos envolvidos em toda esta crise (que é de saúde e econômica) e, principalmente, eventuais tomadas de decisões.

Ainda dentro desta linha, passados 30 dias desde o primeiro Decreto Estadual determinando o isolamento social no Rio Grande do Norte (editado em 20 de março de 2020) e considerando a interligação inevitável entre este isolamento e a atividade econômica geradora de ocupação e renda, identificamos a necessidade urgente de traçarmos um cenário de retomada gradual das atividades socioeconômicas. Entendemos ser esta a única como forma de evitarmos que o sofrimento do nosso povo seja prolongado além do estritamente necessário.

Tal entendimento toma por base a análise de números e indicadores variados levantados por nossa equipe técnica entre os quais destacamos:

– Desde o dia 12 de março, quando foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no RN, e o dia 19 de abril, tivemos no Estado um total de 561 pessoas infectadas, com 27 óbitos. Estes números nos permitem dizer, entre outras coisas, que tivemos uma média de 14 novos casos por dia; que estamos com uma taxa de infecção de nossa população de 0,0164%; e que temos uma taxa de mortalidade de 4,81% dos infectados. Todos estes indicadores estão bastante abaixo das médias nacional e, sobretudo, daquelas registradas nos países onde o vírus foi mais devastador.

– Tínhamos no estado, em 19 de abril de 2020, cerca de 22% dos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 ocupados. Isto quer dizer que há 78% de vacância destes leitos. Há, ainda temos outras 75 novas vagas sendo implantadas nos próximos dias, o que fará com este nível de ocupação fique na casa dos 12,7%. Tal nível de ocupação nos dá uma situação bastante positiva, sobretudo se considerarmos que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cenário de tranquilidade em relação à disponibilidade de UTIs pode ser assim definido quando países, estados ou municípios têm, disponível, mais de 50% de sua capacidade de leitos de tratamento intensivo.

– O setor de Comércio e Serviços (responsável por cerca de 65% do ICMS recolhido no estado), vem sofrendo fortemente com a obrigatoriedade de fechamento daqueles segmentos considerados não essenciais e com a queda de vendas provocada pela imposição às pessoas de que permaneçam em casa. Para se ter uma ideia do problema, temos registro de quedas de até 92% no faturamento de segmentos que estão fechados (caso do segmento de turismo e transportes) e de até 49% mesmo entre os que estão abertos (situação dos postos de gasolina).

– Além disso, estão hoje fechados, em virtude do novo Decreto Estadual, publicado no dia 8 de abril de 2020, algo em torno de 46 mil estabelecimentos comerciais (considerando apenas e tão somente o comércio varejista) que estão entre os segmentos que não se enquadram como essenciais. Juntos, estes estabelecimentos empregam mais de 54 mil potiguares, direta e formalmente, e pagam cerca de R$ 67 milhões em salários. Números portentosos que têm um peso considerável no equilíbrio econômico de nosso estado, em vários aspectos.

Levando de tudo isso em conta e considerando que o atual decreto estadual, que impõe o isolamento social e determina o fechamento de lojas, expira-se nesta quinta-feira, 23 de abril, propomos que ele NÃO SEJA PRORROGADO COMO ESTÁ e que possamos começar a flexibilizar o isolamento tomando como ponto de partida a retomada da possibilidade de que os estabelecimentos comerciais possam voltar a funcionar, desde que não utilizem sistema de ar condicionado central, conforme já era possível nos dezenove primeiros dias de isolamento.

FECOMÉRCIO RN
FCDL RN

Open chat