Dia: 11 de março de 2020

RIACHUELO: Júnior Colaça já tem chapa formada

Pré-candidato ao Executivo nas eleições vindouras no município de Riachuelo, Júnior Colaça fechou sua chapa na tarde desta terça-feira, 10, na governadoria.

A companheira de chapa será Jozana, do PT, indicada da governadora Fátima Bezerra. Os deputados Francisco do PT e Raimundo Fernandes, e o secretário Fernando Mineiro, estiveram presente.

IFRN de São Paulo do Potengi Campus promove I Encontro do Dia do Técnico em Meio Ambiente

Discutir a atuação profissional do Técnico em Meio Ambiente, por meio de palestras, oficinas e minicursos esse é o objetivo do I Encontro do Dia do Técnico em Meio Ambiente, promovido pelos professores do Curso técnico em Meio Ambiente do Campus São Paulo do Potengi do IFRN, na próxima sexta-feira, 13.

O evento marca a comemoração do dia do Técnico em Meio Ambiente, profissional que é responsável, entre outras funções por coletar, armazenar, interpretar informações ambientais e elaborar laudos e/ou relatórios técnicos para estudos ambientais específicos. “Queremos promover um evento que possa trazer novos conteúdos e oportunizar novos aprendizados aos nossos estudantes”, destacou a coordenadora do curso, profª Sativa Villar.

Na programação, oficinas sobre compostagem e biofertilizantes e sobre a importância da vistoria técnica como procedimento de fiscalização e análise ambiental. Além disso, ocorrerão minicursos sobre a coleta e qualidade da água em comunidades rurais, qualidade da água, e, ainda, sobre gestão da qualidade. O evento ocorrerá nos três turnos e é aberto a participação de todos os estudantes do curso e gratuito. Para participar, os estudantes deverão realizar duas inscrições: uma no evento e outra na atividade que deseja participar. As inscrições ocorrem até a sexta (13) e as vagas são limitadas.

“Não há tempo a perder”, diz Rogério Marinho a Fátima e bancada sobre Oiticica

"Não há tempo a perder", diz Rogério Marinho a Fátima e bancada sobre Oiticica

O envio de verba para conclusão de importantes obras que trarão segurança hídrica ao Rio Grande do Norte, especialmente para o Seridó e regiões adjacentes, foi o tema central da reunião entre a governadora Fátima Bezerra e o ministro potiguar Rogério Marinho, na noite desta terça-feira (10), na sede do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em Brasília.

Ao lado do secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), João Maria Cavalcanti, ela relembrou o compromisso firmado pelo ex-titular do MDR, Gustavo Canuto, de encaminhar ao Rio Grande do Norte os montantes necessários para acelerar a conclusão das obras da Barragem de Oiticica, que será o terceiro maior reservatório hídrico do Rio Grande do Norte, e da construção da comunidade Nova Barra de Santana, planejada para abrigar as 240 famílias que deverão ser realocadas quando da conclusão de Oiticica, e que havia sido retomada nesta atual gestão. A governadora solicitou, ainda, ao diretor geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, José Rosilonio Magalhães de Araújo, também presente à reunião, que entre nessa luta com o RN.

“Explicamos toda a situação e o ministro Rogério Marinho reiterou o compromisso que havia sido assumido pelo ministro anterior, que é a liberação de recursos para que a gente possa acelerar essas obras, sobretudo pelo que elas representam para o povo do Seridó e para o povo do Rio Grande do Norte. Falamos também acerca do Projeto Seridó, que vai garantir segurança hídrica pelos próximos 50 anos para boa parte do Estado”, disse Fátima, informando que apresentou ao ministro o projeto Seridó, que já está incluído no plano nacional de segurança hídrica, dada a sua importância para o Seridó, interligando bacias.

Sensível às ações, o ministro reiterou o compromisso da continuidade a essas parcerias em prol do RN, que vão assegurar os benefícios aos quais a população do estado tem direito.

“Queremos erradicar o carro-pipa de forma inteligente e eficaz, oferecendo apoio técnico aos Estados e municípios. É preciso trabalhar de forma integrada, buscar recursos em todas as instâncias de governo, junto aos Fundos Constitucionais, Ministérios, bancadas e também à iniciativa privada, para que os bancos invistam em projetos integradores da Região Nordeste, Norte e Centro-oeste. Este será um processo de muita conversa e pouco tempo, pois não temos tempo a perder”, ressaltou Rogério Marinho.

Em sua pauta, Fátima também reivindicou a liberação de recursos por parte do MDR para dar seguimento às obras de recuperação da Barragem de Passagem das Traíras, quarto maior reservatório da região, localizado entre os municípios de São José do Seridó, Jardim do Seridó e Caicó.

Grande Ponto

Artigo Ney Lopes: “Análise: o aeroporto de São Gonçalo do Amarante”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal e advogado – nl@neylopes.com.br – www.blogdoneylopes.com.br

“A esperança é o sonho do homem acordado”.

Lembrei a frase de Aristóteles, ao ouvir o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em pronunciamento exclusivo à FM 98 Natal, afirmar que o aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN) é um ativo privilegiado, por sua proximidade à América do Norte, África e Europa.

O ministro pronunciou-se, após a atual concessionária pedir ao governo a “devolução amigável” (Lei 13.448/17).

Ainda tenho a “esperança”, de que o RN recupere o “tempo perdido” e o aeroporto de São Gonçalo do Amarante encontre a sua verdadeira vocação, que é dar suporte a um “polo exportador e turístico”.

Certamente, não despertará interesse uma relicitação futura para operá-lo, com prejuízo anual de R$ de 140 milhões. O pedido de devolução não foi por má gestão. O consórcio Inframérica administra Brasília, com sucesso

A verdade é que na situação atual, o negócio é inviável. Parece óbvio, que antes da relicitação, deverá ser definida a sua “viabilidade” econômico-financeira, sob pena de novo fracasso.

O caminho seria a união das “forças ativas” do estado e encaminhamento de documento “objetivo” ao Presidente Jair Bolsonaro, propondo a criação, na região limítrofe ao aeroporto, de uma “área de livre comércio”, que garantiria “carga e receita” para sustentação do empreendimento, além da oferta de milhares de empregos, novas oportunidades e divisas oriundas da exportação.

O momento é propício, pela influência do conterrâneo, Ministro Rogério Marinho, no governo federal

Na sugestão ao Presidente Bolsonaro, constaria a proposta de redação do artigo a ser inserido na lei 11.732/08:

“São criadas nos municípios de Natal, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, Extremoz e Ceará Mirim, no estado do Rio Grande do Norte, áreas de livre comércio de importação e exportação, sob regime fiscal especial, com a finalidade de incrementar relações econômicas nas regiões fronteiriças, marítima e aérea, do Atlântico Sul, de acordo com as regras multilaterais vigentes, obedecidas as disposições dos tratados e convenções internacionais”.

Na mesma lei, constaria a incorporação das Zonas de Processamento de Exportação de Macaíba e Açu, já existentes.

Se Roraima é a única área de livre comércio no país, sob alegação de caracterizar fronteira terrestre, por que o “Grande Natal” não ter tratamento idêntico, quando integra a maior fronteira aérea e marítima das Américas?

Historicamente, a nossa posição geográfica avançada justificou em 1530, a criação da capitania hereditária do RN, para conter as invasões francesas e holandesas.

Na II Guerra, o “grande Natal” foi apoio das forças aliadas. Câmara Cascudo escreveu, que a cidade “constituía uma das oito capitais do mundo, vértice onde se entrecruzam os meridianos de todas as comunicações”.

Em 2005, convidei o embaixador da China para visitar o Estado. Em debate no auditório da FIERN, ele afirmou que se justificaria uma área de livre comércio, ao lado do aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

Esclareceu, que não seria obstáculo a falta de porto marítimo para escoar as exportações, juntamente com o aeroporto, pois a iniciativa privada viabilizaria essa carência, diante da perspectiva de negócios rentáveis,

A experiência internacional confirma que as “zonas econômicas especiais” aumentam o consumo e a receita pública. Note-se que as indústrias locais estarão protegidas da concorrência predatória, sendo-lhes assegurada “preferência” de instalação e oportunidade de associações (joint venturis), manutenção das instalações já existentes, que executarão estágios de processo de produção e venda dos produtos semiacabados para a unidade dentro da área de livre comércio, elevando lucratividade.

Além disso, abrem-se oportunidades para o comércio fornecer bens e serviços; expansão de negócios em exportações, com ganho de competitividade nos mercados externos; iniciação na atividade exportadora, sem ter que enfrentar as dificuldades de “garimpar” clientes no exterior, gastando muito dinheiro e tendo que negociar em contextos e idiomas diversos.

Na área de livre comércio, o empresário estrangeiro estará logo ao lado, e negociará em português.

“Ser ou não ser, eis a questão! ” (monólogo de William Shakespeare).

Será que ainda vale a pena ter esperança e lutar? Ou, assistir o triste espetáculo de mais uma oportunidade perdida pelo Rio Grande do Norte, o eterno Estado que “poderia ter tido e não teve”?

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