No ninho do Carcará

Em ano de eleição, muita coisa divina ou até paranormal acontece. E em São Paulo do Potengi não é e não seria diferente.

Saindo para um voo rasteiro, meus olhos e meus ouvidos aguçados se depararam com o mais novo fato político (para alguns não tão novo, em função de idas e vindas): o rompimento do vice-prefeito e de seu grupo com o prefeito Naldinho.

Lendo atentamente as justificativas, para um leitor mais sensível, as lágrimas vêm de forma incontida. Quanto ao professor Jefinho, nenhuma novidade. Ano após ano ele sofre com crise de identidade e já muda de opinião novamente, outra vez, de novo, mais uma vez, e assim a vida segue.

Claro, não posso deixar de me solidarizar com o tratamento que o vice-prefeito Erivan declara ter recebido do grupo político do Prefeito Naldinho: “subjetivo, ambicioso e egoísta”. Mais uma vez, os olhos de qualquer cristão lacrimejam. O problema é que esses rompimentos soam como algo bem planejado, previsível, até certo ponto demagógico e por que não dizer oportunista. Passa a impressão de que permanecer até certo momento em uma gestão, coincidência ou não próximo do término do mandato, seria um martírio, remunerado claro!

Penso, cá com meus botões, aliás, minhas penas, que há a tentativa de um processo de “idiotização” do povo, na medida em que, no apagar das luzes, quase como num momento de revelação, uma aliança ao que tudo indicava bem sucedida simplesmente é rompida sob o argumento de que o tratamento não era mais o esperado. Pausa aqui para uma singela pergunta: Essa ambição e esse egoísmo vêm desde quando? Prefiro não pensar que foi do dia para a noite e, sendo assim, por que só agora o rompimento? Ora, com o mandato de vice-prefeito, Erivan continua fazendo parte da atual gestão. Em outras palavras, até dezembro, não dá para dizer que desta água não bebe.

Ah, os porões da política…

Vou atrás de comida e volto em breve.

Batendo asas….

Deixe uma resposta

Open chat