Dia: 23 de outubro de 2019

PSL tenta processar General Girão e mais 18, mas Justiça barra ação

José Aldenir / Agora RN

Agora RN- O PSL abriu nesta terça-feira, 22, processo disciplinar contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e mais 18 deputados da ala ligada ao presidente Jair Bolsonaro. Pouco depois de serem notificados, porém, eles conseguiram na Justiça uma liminar para evitar punições.

Segundo a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), a medida invalida a tentativa da executiva nacional do PSL de suspender as atividades de 19 parlamentares. Pelo processo aberto pelo PSL, o prazo para apresentarem a defesa seria de cinco dias. As punições poderiam ir de uma simples advertência até a expulsão dos parlamentares da legenda.

A decisão do conselho de ética do PSL é mais um capítulo da disputa entre os grupos ligados a Bolsonaro e ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PE). Em jogo, está o controle do partido, que se tornou uma superpotência após eleger 52 deputados no ano passado e angariar a maior fatia dos recursos públicos destinados às siglas. Apenas neste ano, o PSL deve receber R$ 110 milhões de fundo partidário.

A Justiça determina que “sejam suspensos todos os processos disciplinares instaurados em desfavor dos requerentes pelo partido réu, PSL, até o julgamento desta ação cautelar, quando será avaliada, principalmente, a alegação de que as notificações estavam desacompanhadas do inteiro teor da representação”.

Nenhum dos deputados que foram alvos do processo aberto pela executiva nacional compareceu à reunião do partido na manhã desta terça-feira, 22, em Brasília. Na segunda-feira, a sigla enviou notificações para o grupo, que é acusado de fazer ataques à legenda. Eles deveriam comparecer à reunião de ontem para tratar do assunto.

DEPUTADOS ALVOS DO PROCESSO

Eduardo Bolsonaro (SP)
Vitor Hugo (GO)
Alê Silva (MG)
Bia Kicis (DF)
Bibo Nunes (RS)
Carla Zambelli (SP)
Carlos Jordy (RJ)
Chris Tonietto (RJ)
Daniel Silveira (RJ)
Luiz Ovando (MS)
Coronel Armando (SC)
Filipe Barros (PR)
General Girão (RN)
Helio Lopes (RJ)
Junio Amaral (MG)
Guiga Peixoto (SP)
Luiz Philippe O. e Bragança (SP)
Marcio Labre (RJ)
Sanderson (RS)

“Improvável, mas não impossível”, diz Cel. Azevedo sobre ser prefeito de Natal

"Improvável, mas não impossível", diz Cel. Azevedo sobre ser prefeito de Natal

De partido novo a partir do próximo sábado (26), quando será oficialmente filiado e empossado presidente do PSC no RN em evento que contará com a presença do governador Wilson Witzel (PSC-RJ), o deputado estadual Coronel Azevedo já pensa nas eleições de 2020 e não descarta a possibilidade de ser candidato a prefeito de Natal.

Questionado se será candidato a prefeito da capital potiguar, ele repete uma expressão que atribui a Agnelo Alves: “É improvável, mas não é impossível”. Novato na política, o deputado eleito no pleito do ano passado diz que ainda está “aprendendo bastante” como parlamentar, viajando muito pelo interior do RN e agora também dividirá seu tempo com a organização partidária do PSC no RN.

“Estamos ainda analisando, estamos assumindo agora. Eu digo sempre que não sou político, eu estou deputado, sempre fui policial e estou agora vivendo essa nova etapa e aprendendo bastante lá [na Assembleia Legislativa]”, disse em entrevista ao Hora Extra da Notícia, da 91.9 FM, nesta quarta-feira (23).

A solenidade de posse do deputado estadual Coronel Azevedo na Presidência do PSC no Rio Grande do Norte será no sábado, dia 26, às 9h, no Hotel Holliday Inn, em Lagoa Nova. O evento também terá a presença do presidente nacional do partido, Pastor Everaldo.

Grande Ponto

Problema na rede elétrica afeta abastecimento de 30 cidades no interior do RN; cidades da região Potengi foram afetadas

FOTO: CAERN/ADM

A falta de energia elétrica, ocorrida entre as 22h30 dessa terça-feira (22) e a manhã desta quarta-feira (23), interrompeu durante nove horas o funcionamento da Estação de Bombeamento 2 da Adutora Monsenhor Expedito. Com isso, o abastecimento de água de 30 cidades da região ficou prejudicado, o que pode ser sentido pela população nas próximas 48 horas.

Apesar do sistema já ter voltado a funcionar, o tempo que a EB-2 ficou parada fez a rede de abastecimento perder pressão, sendo necessário um prazo de até dois dias para a situação estar totalmente normalizada.

As cidades afetadas são Rui Barbosa, São Pedro, São Tomé, São Paulo do Potengi, Japi, Coronel Ezequiel, Jaçanã, São Bento do Trairi, Lajes Pintadas, São José de Campestre, Serrinha, Sítio Novo, Boa Saúde, Serra Caiada, Lagoa de Velhos, Barcelona, Bom Jesus, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Tangará, Santa Cruz, Monte das Gameleiras, Serra de São Bento, Passa e Fica, Lagoa D`anta, Monte Alegre, Ielmo Marinho, Santa Maria, Senador Eloi de Souza e Campo Redondo.

Artigo Ney Lopes: credibilidade do parlamento e a reforma política

Ney Lopes- Jornalista, advogado militante, ex-deputado federal – nl@neylopes.com.br – www.blogdoneylopes.com.br

Dados assustadores estão contidos na última pesquisa do “Instituto Barômetro das Américas”, vinculado à Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, que mediu a tendência de cidadãos de mais de trinta países das Américas e do Caribe sobre governo, eleições, confiança nas instituições, tolerância e participação em atividades políticas.
No Brasil, a pesquisa se realizou em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e a coleta das entrevistas pelo Ibope, no primeiro trimestre deste ano.

A principal constatação foi de que 58% dos brasileiros estão insatisfeitos com a democracia, embora 60% acredite ser a democracia, ainda, a melhor forma de governo.

A conclusão coletiva guarda semelhança com o primeiro ministro inglês Churchill, quando afirmou que a democracia era a pior forma de governo, salvo todas as outras experimentadas na história dos povos.

Vejam-se outras conclusões da pesquisa.

A maioria (65%) é contrária a golpe militar e ditadura. Apenas, cerca de um terço (35%) é favorável a um golpe militar “em cenário de muita corrupção”.

O apoio aumenta para 43% entre os que se consideram de direita e este percentual cresce para 47% entre os evangélicos.

Outro aspecto revelado foi o crescimento da direita. Pela primeira vez desde 2012, há mais pessoas que se declaram de direita, do que de esquerda: 39% (maior número já registrado) e 28%, respectivamente.

A pesquisa também demonstrou que 38% acham que o presidente pode dissolver o STF (Supremo Tribunal Federal) e governar sem ele, “caso o país enfrente dificuldades”.

Segundo os dados do “Instituto Barômetro das Américas”, o Brasil comparado aos demais países das Américas fica em 9º lugar no ranking de respeito às instituições, atrás de Nicarágua, México e Guatemala.

Em termos institucionais, a mais bem avaliada instituição são as Forças Armadas (70%). O Congresso Nacional e os partidos políticos, como sempre os mais mal avaliados: 31% e 13%, respectivamente. Em relação aos políticos: para 79% a maioria é corrupta e para 29% todos são corruptos.

A análise dessa amostragem em relação ao Brasil, considerando que as entrevistas ocorreram logo após a eleição presidencial, revela dois fatores que colaboraram para os índices colhidos: a crise econômica e os escândalos de corrupção do PT e seus aliados (leia-se “Lava Jato”).

Tais circunstâncias levaram ao “fundo do poço” a política e as instituições tradicionais, como o Congresso e os Partidos. Generalizou-se a descrença popular. O resultado foi a ascensão súbita de candidato como o capitão Bolsonaro, que encarnou o “anti status quo”.

Muito preocupante, o baixo índice de confiança nas instituições.

Tal fato poderá conduzir ao abandono gradativo do apoio à democracia, através do crescimento da manipulação de grupos sectários, estimulando a indiferença popular, em relação ao melhor tipo de regime político, que é o democrático.

Este ceticismo com a democracia justifica ações urgentes, no sentido de fortalecê-la. Trata-se do único sistema de governo que pode promover eficazmente os direitos e liberdades fundamentais, a distribuição equitativa da riqueza e maior segurança para todos.

Certamente, a crise da nossa Democracia passa pela falta de credibilidade dos Parlamentos, que são o núcleo básico desse sistema político. Por isso, os parlamentos e os parlamentares devem estar preocupados com o abismo que os separa das aspirações dos cidadãos.

Recuperar a credibilidade dos parlamentos é a maior prioridade, no sentido de fortalece-los, de forma a garantir governabilidade democrática. Todavia, para que isso aconteça há uma reforma inadiável: a política, partidária e eleitoral. Infelizmente, não se fala nela, significando dizer que todo esforço atual na consolidação de mudanças poderá significar a construção de um edifício em areias movediças.

Não se justifica que governo e partidos releguem essa reforma política, jogando a sujeira para debaixo do tapete, como acontece eleição a eleição.

Tudo sempre continua como “dantes no quartel de Abrantes”.

Montam-se encenações de moralidade e ética, que se transformam em ilusão de ótica, sem avanços reais no processo eleitoral.

Afinal, para onde caminha a democracia brasileira?

Servidores da saúde estadual convocam ato para sexta-feira (25) no Midway

Os servidores da saúde do Rio Grande do Norte realizam nesta sexta-feira (25), às 9h, uma paralisação de 24h com ato público em frente ao Midway Mall, em Natal. A atividade tem como objetivo chamar a atenção do Governo de Fátima Bezerra (PT/PCdoB) para a situação dos hospitais e atraso de três meses de 2018 no pagamento dos servidores. O Sindsaúde RN, sindicato da categoria, orienta que os trabalhadores se vistam com roupas brancas ou que identifiquem sua função.

As paralisações dos servidores da saúde estão sendo realizadas todas as sextas-feiras, desde o dia 20 de setembro, para cobrar a apresentação de um calendário de pagamento dos salários atrasados. Os trabalhadores também reivindicam reajuste salarial igualitário de 16,38% para todas as categorias; convocação de profissionais da saúde; direito à incorporação da insalubridade e outras gratificações na aposentadoria e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para Carlos Alexandre, diretor do Sindsaúde RN, a saúde estadual está em calamidade. “Os hospitais são insalubres, faltam materiais básicos e estamos trabalhando sobrecarregados. Além de tudo isso, ainda estamos trabalhando com três meses de salários atrasados desde 2018. Somos nós que fazemos os hospitais funcionarem, não o governo! Nós trabalhamos e temos o direito de receber!”, declarou.

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